A responsabilidade de eleger os melhores
Exatos 125.913.479 eleitores estão aptos a votar hoje, e a expectativa é que pelo menos 100 milhões compareçam. É um colégio eleitoral respeitável, que se situa em 3º lugar no mundo, depois de Índia e Estados Unidos. Nesse universo de votantes extrai-se 19 mil candidatos, dos quais 8 para a Presidência da República, 213 para os governos dos 27 Estados, 233 para as 27 vagas do Senado, 5.419 para as 513 da Câmara Federal e 13.182 para as 1.059 cadeiras das Assembléias Legislativas e da Câmara Distrital. No Paraná, com 7.121.257 eleitores, os candidatos são 840, dos quais 11 disputando o Governo do Estado, 10 postulando 1 cadeira no Senado, 265 as 30 vagas da Câmara Federal e 526 as 54 cadeiras da Assembléia Legislativa. Estes são os números, pouco significativos em si mesmos porque o importante é a seleção que o eleitor precisa fazer, sem deixar-se seduzir pelo cantar das sereias mas atentando para a responsabilidade do que irá decidir. O desencanto que os cidadãos têm pelo desempenho dos governantes e parlamentares e pela envolvência de grande número deles com as negociatas e a corrupção, não deve ser razão para que os cidadãos habilitados para o voto adotem atitudes semelhantes às deles, mas busquem a escolha dos melhores entre os que os partidos políticos disponibilizam. Não foi encontrada melhor fórmula de eleger os homens públicos do que a indicação pelo voto popular, mesmo com algumas impurezas do processo e impropriedades da lei eleitoral. E, de parte dos votantes, se a conscientização política da maioria não chegou ainda ao esperado ponto de maturidade por razões culturais e por necessidades de vida, que ainda favorecem a permuta do voto por favores a elevação do padrão educacional e a evolução pela experiência e pela prática de eleger e acompanhar o desempenho dos eleitos haverão de conduzir os cidadãos ao aprimoramento e a descobrir por si próprios a melhor forma de proceder. O voto não pode ser aleatório, irresponsável, porque é fácil distinguir o candidato oportunista que até a fisionomia e o tom da fala revelam e aquele com melhor performance, mesmo que a opinião pública descreia de todos. A busca de renovação é sempre uma boa opção, porque já se conhece os costumes de muitos dos velhos e desgastados que buscam a reeleição, e melhor seria descartá-los. A eleição que hoje se fere pode ser decisiva na configuração partidária da próxima eleição, a de 2008 para prefeito e vereadores; e, com segundos turnos ou não, pode influir na mudança da legislação pertinente e definir novos rumos nos processos eleitorais futuros. Mas deverá resultar e isto é o que mais importa no momento em comportamentos mais responsáveis dos governantes que forem agora eleitos. Porque, os exemplos dos últimos quatro anos, não se deseja que se repitam.





