O município de Londrina já tem o perfil das pessoas diagnosticadas com Covid-19, como a FOLHA mostrou na edição desta segunda-feira (27). A prevalência da doença na cidade está na faixa etária entre 40 e 59 anos, com 39 pacientes. Já a taxa de letalidade é maior entre os moradores com mais de 60 anos, representando 10 das 13 mortes.

Como o jornal havia antecipado, o percentual de letalidade em Londrina é superior ao do Brasil e do Paraná, com 13,5% contra 6,9% e 6,1%, respectivamente, em cálculo até sábado (25).

A região sul de Londrina concentra a maioria dos casos confirmados de coronavírus em Londrina, com 38 positivações. Somente na área de abrangência da UBS (Unidade Básica de Saúde) que atende a Gleba Palhano são 30 casos. Em seguida vem o centro, com 18. Esses números são referentes a até 22 de abril.

Os dados foram repassados pelo prefeito Marcelo Belinati e pelo secretário municipal de Saúde, Felippe Machado. De acordo com o secretário, os casos não têm relação direta entre si e o corredor de circulação viral no município está em 500 metros.

Segundo Machado, são núcleos de pessoas que tiveram contato com a doença. Os casos da Gleba Palhano foram no início da pandemia, principalmente com a doença sendo diagnosticada em pessoas que estiveram fora do País. Conforme o secretário, a ramificação começou a chegar nas periferias pela transmissão comunitária.

Todos os pacientes que faleceram tinham comorbidades associadas, muitos deles com mais do que uma. A comorbidade base que predomina é o diabetes, seguido das doenças cardiovasculares, doença pulmonar obstrutiva crônica e insuficiência renal e hipertensão arterial severa.

Com o retorno (mesmo que parcial) das atividades econômicas, o poder público conta com a conscientização do cidadão no rigor às medidas de prevenção. Não é possível que os municípios fiscalizem, todo o tempo, bares, lojas, supermercados e parques.

As pessoas precisam fazer a parte delas e se responsabilizar com o uso de máscaras em qualquer ambiente corporativo e comercial, além de manter a distância mínima preconizada pelas autoridades de saúde. Caso a situação epidemiológica piore, a prefeitura terá que rever as medidas restritivas. Nesta segunda-feira, a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná atendeu a pedido do Ministério Público e mandou suspender decretos municipais que permitiam a reabertura do comércio. Veja as informações nesta edição da FOLHA.

Neste fim de semana, Paulo Chapchap, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, fez uma recomendação importante. Chapchap é o médico eleito pelo Itaú para comandar uma equipe responsável por alocar R$ 1 bilhão doado pelo banco ao SUS (Sistema Único de Saúde) para o combate à Covid-19.

Para o diretor do Sírio-Libanês, o uso de máscaras em ambiente coletivo deveria ser obrigatório, assim como acontece com o cinto de segurança nos carros. Ele elogia os municípios que adotaram essa medida e questiona o porquê ela não é ainda uma política nacional.

A máscara não protege apenas o usuário, mas também as outras pessoas. A pandemia é séria e é responsabilidade de cada um se cuidar e proteger aos demais. A prevenção é o melhor caminho.

Obrigado por ler a FOLHA.

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