As pessoas que têm um terreno na área urbana do município são responsáveis pela manutenção, limpeza e conservação dessa área. O mesmo vale para as calçadas que estão na frente dos imóveis. Isso é lei, mostra preocupação com a saúde e a segurança de quem vive próximo e faz parte da política da boa vizinhança.

Em Londrina, o prazo concedido pela prefeitura para que os proprietários de terrenos particulares realizassem os serviços de conservação, limpeza e roçagem dos imóveis terminou no dia 18 de janeiro. A partir de agora, a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) passará a fazer a fiscalização dos lotes e calçadas e notificar os responsáveis pelas áreas que não estão de acordo com a lei.

Essas pessoas receberão uma carta pelos Correios notificando-os a realizarem o serviço. Quem desobedecer vai pagar multa e o pagamento das despesas com a manutenção dos locais, caso o serviço venha a ser feito pela CMTU.

A responsabilidade de manter os terrenos limpos e as calçadas sem mato alto, adequadas para o uso dos transeuntes, é muito mais que um requisito legal, é uma questão de responsabilidade cidadã e de cuidado com a coletividade.

Trata-se de um dever que não pode ser negligenciado e a administração municipal tem a responsabilidade de fiscalizar e fazer valer a lei. Quando os donos deixam de realizar a limpeza e roçagem de seus imóveis, os impactos ultrapassam os limites e muros da propriedade privada.

O mato alto, além de ser visualmente desagradável, cria um ambiente inseguro e propício à proliferação de pragas, como roedores e animais peçonhentos. A situação agrava um problema de saúde pública: o aumento de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Lembrando que o esforço para manter a cidade limpa e saudável não se limita à atuação do poder público. A CMTU disponibiliza um canal para receber denúncias da comunidade sobre preservação dos espaços urbanos. É uma forma de reforçar o senso de pertencimento por parte da população e de responsabilidade coletiva. Afinal, o custo do descaso individual não pode recair sobre a sociedade. É hora de cada cidadão fazer a sua parte, contribuindo para uma Londrina mais limpa, segura e saudável.

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