Jesus morreu em Jerusalém há quase dois mil anos, mas a sua influência permanece viva entre os seus mais de 2,5 bilhões de seguidores – um terço da população global. Para quem começou a jornada com apenas 12 discípulos, homens simples que se tornaram grandes divulgadores do cristianismo, não há dúvidas de que a liderança de Jesus é o maior case de sucesso de todos os tempos. Não foi por acaso que a contagem da história foi dividida entre antes do nascimento de Cristo (a.C) e em depois do nascimento de Cristo (d.C). O mais extraordinário é que, com toda evolução e revolução científica que ocorreu, em todas as áreas do conhecimento nesses dois milênios, os ensinamentos de Jesus permanecem atuais, despertando interesse e trazendo novas e inspiradoras revelações. Muito antes de Sigmund Freud e outros estudiosos tentarem compreender a mente humana e os problemas emocionais que tanto afetam a humanidade, Jesus já pregava no Sermão do Monte: "Não se preocupem com o dia de amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal". Com sua didática elevada, ele lembrou que Deus cuida dos pássaros, dos lírios do campo e de todas as demais coisas, e exortou para que ninguém se preocupasse com comida, bebida ou roupas. Ele ressalta que a vida e o corpo são mais importantes do que esses bens materiais, e que Deus, o Pai celestial, sabe do que seus filhos precisam. Naquele tempo Ele já ensinava que a preocupação não prolonga a vida, nem resolve problemas; é uma perda de tempo e de energia emocional.

Atualmente, muito se fala sobre a importância de se conceder o perdão como forma de liberar emoções negativas, sensações ruins que faz mal para a saúde mental e física. Sobre esse tema, Jesus deu uma aula magna quando Pedro, o mais influente de seus seguidores lhe perguntou quantas vezes se deve perdoar, sugerindo que sete vezes era suficiente. Mas Jesus respondeu a Pedro que o perdão deve ser ilimitado e esse ensino ficou simbolizado pela expressão “setenta vezes sete”. Jesus acolheu e amou a todos os pecadores. Para a mulher samaritana, com cinco casamentos, quebrando barreiras religiosas e culturais, ofereceu-lhe a “água viva” transformadora que fez dela uma anunciadora de Jesus na sua aldeia. Levou salvação durante jantar na casa de Mateus, o rejeitado cobrador de impostos. Ele livrou da morte a mulher que foi flagrada em adultério, mas pediu que ela deixasse o pecado. Jesus curou o servo do centurião romano e também livrou da morte a filha de Jairo, líder da sinagoga. Durante jantar na casa de um fariseu, Jesus permitiu que Maria Madalena, classificada como pecadora pelo anfitrião, lavasse e ungisse os seus pés – uma manifestação pública de amor, arrependimento e gratidão.

Muitos ainda hoje usam a vida de Jesus como argumento de uma (ou mais) visão política terrena. Na sua sábia resposta "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", Jesus deixou claro que devemos honrar as obrigações terrenas (como impostos e leis civis), mas jamais sacrificar a adoração e a lealdade devidas somente a Deus. E ao afirmar “Meu Reino não é deste mundo”, Jesus reforça sua missão espiritual, não dando margens para disputas ou bandeiras “deste mundo”, mas reforçando o seu foco no amor, na verdade e na justiça divina.

O nascimento na simplicidade de uma manjedoura foi o cumprimento da profecia registrada em Miqueias (5.2): "E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade" Em contraste com a sua natividade humilde, Ele recebe a visita dos reis magos que vieram do Oriente (sábios ou sacerdotes persas), oferecendo ouro, incenso e mirra, revelando que Jesus é o Salvador universal – para todos e de todos os povos, e não somente dos judeus.

Mas, a grande lição de Jesus foi sobre o amor. Quando questionado sobre quais eram os principais mandamentos, respondeu: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo”. O cumprimento desses dois mandamentos – ensinou -, é o resumo de toda lei. E na prática, obedecendo o propósito de Deus, numa demonstração de seu amor incondicional pela humanidade, Jesus foi crucificado no lugar de todos nós pecadores. A cruz representou a derrota de Satanás, a vitória de Jesus sobre o pecado, a restauração do livre acesso à presença de Deus e a possibilidade real de uma nova vida para todos aqueles que aceitam Jesus como seu único e suficiente Salvador.

Herodes, o Grande, como todos os moradores da Judeia, não perceberam que estava próximo o nascimento do Salvador. Mas os reis magos, sempre atentos aos sinais dos céus, foram guiados por uma estrela durante meses e por mais de 3 mil quilômetros até que encontraram o recém-nascido menino Jesus. Que possamos, como os reis magos, sermos guiados por essa luz para um encontro com Jesus.

Edinelson Alves, jornalista


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