A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (20) que vai reduzir em 4,9% o preço da gasolina vendida às distribuidoras. A medida passa a valer a partir desta terça-feira (21).

A gasolina A é o combustível puro que sai das refinarias. Antes de chegar ao consumidor final, ele é misturado ao etanol pelas distribuidoras.

Com a redução, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,71 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.

A redução era esperada por analistas de mercado de energia devido aos valores altos do combustível em relação à paridade internacional.

Ainda segundo especialistas, os preços domésticos da Petrobras estavam 11% acima da paridade internacional, o que alimentava a expectativa de que a redução poderia ter sido superior aos 4,9%.

Mesmo assim, espera-se que o movimento da Petrobras traga alívio na inflação do país, uma vez que o combustível é o maior peso no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador que apura a inflação oficial.

Esta é a segunda queda no preço promovida pela estatal em 2025. Em 3 de junho, a empresa já havia diminuído o valor em 5,6%. No acumulado do ano, a redução soma R$ 0,31 por litro, recuo de 10,3%.

No comunicado que anunciou a mudança de valores, a empresa cita que, desde dezembro de 2022, a queda no preço da gasolina chega a R$ 0,36 - um recuo de 22,4%, já considerando a inflação do período.

Vale lembrar que o preço da gasolina nas bombas dos postos de combustíveis não depende apenas da estatal. Há ainda custos que as distribuidoras repassam como frete, mistura com etanol, impostos e a margem de lucro dos postos.

Sobre o diesel, o preço não sofrerá alteração, segundo a Petrobras.

É muito importante que a redução nos preços dos combustíveis tenha o poder de ajudar significativamente para aliviar a inflação no Brasil. Essa medida, além de contribuir para o controle dos preços ao consumidor, também deve gerar efeitos positivos em cadeia na economia, ao reduzir custos de transporte e produção.

Mas, é preciso ressaltar que a sustentabilidade desse alívio dependerá da continuidade de uma política de preços equilibrada, alinhada tanto às condições do mercado internacional quanto às necessidades internas do país.

Obrigado por ler a FOLHA!

mockup