A recuperação no Norte Pioneiro
''Cidades atingidas pelas chuvas terão R$ 32 milhões'', informa a manchete deste jornal, ontem. O anúncio foi feito pela ministra Dilma Rousseff, em Curitiba. Receberão esses recursos cerca de 40 municípios, a maioria no Norte Pioneiro. O governo agiu rapidamente, através da ministra Dilma e do ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, que é paranaense.
Um ponto positivo foi a rapidez do anúncio e, espera-se o mesmo na liberação do dinheiro. A região fará boa aplicação desse recurso. Os prejuízos contabilizados até agora, são elevados. A ajuda do governo vai reconstruir o setor público (estradas municipais e estaduais e escolas, por exemplo), mas ainda há os prejuízos que os comerciantes das lojas inundadas ou os donos das lavouras destruídas terão de bancar. O preço disso pode ser o equivalente a vários anos de luta. São granjas e plantações destruídas; pontes levadas de roldão pela enxurrada impedindo a comunicação entre cidade e comunidades rurais. Produtor sem poder entregar no comércio o que conseguiu colher.
Valeu, também, o esforço desta FOLHA. Diante da amplitude das tragédias no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, a FOLHA DE LONDRINA, tinha que mostrar os estragos no Paraná, pois as outras regiões já estavam tendo espaço na mídia nacional. Assim, as autoridades poderiam comparar os dados e minizar os prejuízos por aqui. Então cuidamos de mostrar que os paranaenses também estava vivendo um drama naqueles dias. O governo entendeu.
Equipes foram aos locais de difícil acesso e provaram das situações adversas enfrentadas naqueles dias pelos moradores da cidade e do campo, principalmente do campo, porque estradas e carreadores ficaram intrasitáveis. Valeu o esforço do jornal, através dos jornalistas Wilhan Santin, Marian Trigueiros, Fernanda Borges (repórteres) e Sérgio Ranalli, Marcos Zanutto, Eduardo Anizelli, Fábio Ciquine (repórteres-fotográficos).
Não se pode prescindir do apoio do governo em situções como a do Norte Pioneiro. Quando a adversidade compromete investimentos que comerciantes ou agricultores fizerm com recursos próprios, há que ter ressarcimento mesmo que parcial. O ideal seria uma modalidade de seguro cooperativo, uma ideia a ser discutida pelas cooperativas.





