Toda a direção nacional, vários deputados, senadores, prefeitos, vereadores, filiados, militantes e simpatizantes do PMDB prestigiaram na quarta-feira da semana passada, em Joinville (SC), o lançamento oficial da pré-candidatura do senador Pedro Simom à presidência da República.
Simon, aos 70 anos de idade, é a figura síntese da história de lutas e do compromisso do PMDB com as questões sociais e com a ética. Se, outrora, tomamos as ruas para exigir e conquistar as liberdades democráticas, hoje o partido volta ao mesmo cenário para iniciar o resgate social e a reconstituição da dignidade do povo brasileiro.
A trajetória política do PMDB se confunde com a própria história do País. É o partido, segundo todas a pesquisas, mais identificado com as demandas sociais e por isso tem sido, ao longo do tempo, o interlocutor preferencial da sociedade brasileira.
A última eleição municipal resume em números a credibilidade que o partido conquistou junto ao povo brasileiro. O PMDB conquistou o maior número de prefeituras (1/5 do total), a expressiva maioria dos vereadores (mais de 12 mil) e obteve a confiança de, aproximadamente, 16% do eleitorado nacional.
Diante da loquacidade destes números, é natural que o partido se coloque como uma alternativa de poder e possa mostrar o que pensa para o País. A candidatura própria é a expressão da vontade do partido legitimada pela manifestação das urnas e, certamente, saberá responder aos mais profundos anseios da população.
Para elaborar um minucioso programa de governo, o partido irá percorrer o Brasil, de leste a oeste, de sul a norte, captando o sentimento nacional. Não há dúvidas quanto a urgente necessidade enfrentarmos o degradante problema do desemprego, a insegurança pública, a precariedade da saúde pública e revertermos os indicadores sócio econômicos, todos negativos, infelizmente.
As propostas do PMDB, que estão sendo sistematizadas pela Fundação Ulysses Guimarães, que tenho a honra de presidir, são claras: retomada do crescimento, fim da corrupção e da impunidade, combate à fome com um programa eficiente na agricultura familiar, um gigantesco programa de habitação popular para gerar empregos e a criação do banco do povo para financiar pequenos empreendimentos.
Além de priorizar uma agenda nitidamente social, o PMDB irá assumir no Congresso, onde tem a maior bancada, um compromisso de levar adiante as reformas vitais para o País, que patinam na Câmara e no Senado: a reforma tributária, onde paga mais quem pode, e a reforma política, centrada no financiamento público de campanhas e na fidelidade partidária , no intuito de igualar a disputa e eliminar o peso do poder econômico.
- RENAN CALHEIROS é senador pelo PMDB-AL e ex-ministro da Justiça

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