Nas décadas passadas, bastava estampar um casal na capa de um cereal matinal e o produto, por si só, vendia. Esse modelo de repetição não cola mais: se nas décadas de 1950, 1960 e demais tínhamos três tipos de cereais disponíveis, hoje são mais de 200 variedades.
Todas têm de fazer algo que considero essencial: anunciar. As marcas que não anunciam, aliás, poderíamos chamar de marcas talibãs. O ''quem não é visto, não é lembrado'' tem causado impactos no consumidor. Hoje, a oferta está aí.
Calcula-se que o consumidor receba, diariamente, 3000 impactos publicitários. Para conquistar o público, que encontra propagandas até nas tampas de vasos sanitários, a diferenciação é a palavra-chave.
É algo similar ao fenômeno da comunicação: eu posso não ter lido a matéria, mas sei que o jornal a estampou e trouxe o detalhamento. Esse é o êxito.

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