O brasileiro está bebendo menos. Um relatório divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), mostrou que o consumo de bebidas alcoólicas no Brasil sofreu uma queda entre 2010 e 2016, mas ainda é responsável por um número importante de mortes no País. O consumo total de álcool por pessoa no Brasil caiu de, em média, 8,8 litros por ano em 2010 para 7,8 litros em 2016. No mundo, a média é de 6,4 litros por pessoa por ano. Na Europa, continente onde o consumo é maior, a taxa chega a 9,8 litros. Mas o volume caiu em 10% desde 2010. O relatório mostra o impacto das bebidas alcoólicas no mundo.

Não é apenas a preocupação com saúde que influenciou na queda do consumo de bebidas alcoólicas. A recessão na economia brasileira a partir de 2014 e a estagnação nos anos anteriores podem ter contribuído para diminuir o hábito, reconhece a OMS. Por conta disso, a instituição considera que essa queda no consumo possa ser revertida até 2015 com uma eventual retomada do crescimento. De acordo com a OMS, a taxa pode voltar a subir para 8,3 litros por ano por pessoa.

Há uma grande diferença na quantidade do produto consumida entre homens e mulheres brasileiras. Em 2016, um homem bebia no País em média 13 litros de álcool por ano. Entre as mulheres, a média era de 2,4 litros. A cerveja representa 62% de tudo o que é bebido no Brasil. Os destilados respondem por 34% e o vinho por apenas 3%.

Os últimos dados da OMS apontam para 1,4% da população brasileira dependente do álcool e traz um dado assustador: 6,9% das mortes no Brasil têm uma relação direta com o álcool. Em todo o planeta, a entidade estima que 3 milhões morrem por ano por doenças ou acidentes relacionados com o álcool - uma em cada 20 mortes.

O consumo moderado e responsável de bebidas alcoólicas não é tão preocupante. Como consumo responsável entende-se, por exemplo, não dirigir após consumir álcool. O grave problema de saúde pública é o consumo inadequado, que leva à dependência e também a constatação de que os jovens estão começando a beber cada vez mais cedo. Medidas restritivas, apenas, não bastam. Definir estratégias de prevenção e incentivar o diálogo entre pais e filhos é, hoje, o caminho mais importante.

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