Criminalidade II

Assunto muito complexo e de difícil solução. Sabemos, porém, que não será buscando culpados que encontraremos caminhos melhores para a segurança da população.

No máximo, algumas lições sobre políticas malsucedidas.

Sabemos também que as diretrizes sobre segurança pública precisam ser revistas. Investimentos em inteligência, aparelhamento, treinamento, aperfeiçoamento — enfim, avanços significativos precisam ser implementados. Todos sabemos.

Falta ação. Essa tarefa cabe aos especialistas, políticos e também à população, na cobrança e escolha de candidatos que defendam a segurança como prioridade.

No mais, não adianta fantasiar ou buscar culpados, que servem apenas para politizar e jogar lenha na fogueira da polarização, o que só impede a solução de questões críticas em nosso país.

Jose Cezar Vidotti (Londrina)

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Ong Casa Redentor

Existe uma ONG que recebe verba pública do município, mas, se quer, em sua sede física, tem acessibilidade para deficientes. Só escadas, e obstáculos, sem qualquer rampa de acessibilidade. Trata-se da casa Redentor, localizada na rua Desembargador Vieira Cavalcanti 50, bairro São Francisco, Curitiba.

Lá, pessoas em situação de rua, são atendidas, e apesar de haver um bazar repleto de roupas que a ONG recebe gratuitamente de doações, toda peça, inclusive cuecas, roupas íntimas usadas são todas vendidas aos rapazes em situação de rua e de extrema vulnerabilidade social, infelizmente!!

Célio Borba (Curitiba)

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A que fim nos levará a gentileza?

Nas primeiras horas da manhã de ontem, pensei ter ouvido a pergunta que me fez a vizinha da direita, quando me encontrou varrendo a calçada da outra vizinha.

Fiquei em dúvida se vi e ouvi direito quando ela, esboçando um maroto sorriso, se dirigiu a mim: ‘Você que é a nova funcionária do bairro?’ Me sentindo meio embaraçada, talvez tenha sorrido à moda mineira, antes de responder: ‘Sabe, vizinha! Tenho muita consideração pelo nosso bairro. Assim, nas horas livres, estendo a vassoura para recolher as folhas da nossa calçada.’

Por favor, não me entenda mal, pois quando digo “nossa” é porque a calçada é um bem de utilidade pública, ou não?

Por outro lado, certo ou errado, há quem pense em colocar limites no caminho da comunidade.

No dia seguinte, sem pestanejar, estendi a vassoura e recolhi as folhas do lado direito, do centro e à esquerda da nossa calçada.

Então, não ouvi nenhum comentário.

Talvez, porque me encontrava em estado de contentamento íntimo, contemplando aquele pequeno cenário do nosso bairro.

De repente, ainda meio fora de mim, acordei com o canto forte de um belo bem-te-vi.

Denise Xavier (Londrina)


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