Eventos como a Feira do Empreendedor, que se instala hoje em Londrina, são oportunidades de negócios e de intercâmbio de conhecimentos. Isto ocorre por via de palestras, debates e apresentação de exemplos. As palestras já começaram antes, e numa delas foi ressaltada uma questão fundamental: a de que um bom atendimento engloba a empresa (entenda-se a sua direção), o funcionário e o cliente. Este foi o tema da fala do consultor de mercadologia e planejamento do Sebrae de Maringá, Hiroshi Yonemoto, enfatizando que os três precisam ter suas necessidades satisfeitas, ou o conjunto não será de boa qualidade.
Com efeito, cada vez mais vai ganhando espaço, no universo dos negócios, a importância de associar os benefícios para todas as partes envolvidas. Porque se a empresa visa a sustentabilidade, que gera lucros, tem também função social e vai se conscientizando de que precisa atender bem e propiciar a satisfação do freguês. De sua vez, o atendente, que é o intermediador na relação com a clientela, deve saber que não está apenas garantindo um emprego mas que tem a responsabilidade de manter a boa imagem da empresa, consciente de que se ela vai bem ele também irá bem e, por extensão, completa-se o círculo virtuoso com a satisfação do adquirente de um produto ou usuário de um serviço. Ele diz que 65% das perdas de clientes acontecem por reclamações deles que não são atendidas, e este é um elevado índice, que se traduz por descaso de uma empresa com a clientela.
Não há grandes segredos para o sucesso de um negócio, bastando a estratégia simples de oferecer produtos de qualidade, preços compatíveis, boa assistência pós-venda e primoroso atendimento ao comprador. Todo negociante deve também adicionar o ingrediente da honestidade e o propósito de que seus produtos e serviços irão não apenas trazer-lhes lucro mas também proporcionar bem-estar a quem os irá utilizar. Os bons mandamentos recomendam também a troca de experiências entre empreendedores do mesmo ramo - e a feira que ora se inicia em Londrina inclui esse ponto. Porque a salutar concorrência está na melhoria da qualidade de um produto quando confrontado com os similares, e nunca na competição predatória que, infelizmente, ainda ocorre e é sem dúvida um atraso.
Imagina-se que se todos partilharem conhecimentos e experiências num mesmo ramo de atividade, os produtos ganharão em qualidade e todos os que os adquirirem louvarão não apenas este ou aquele produtor, isoladamente, mas todo o conjunto. Isto fortalecerá a imagem pública desse segmento. Se ele for hegemonia de uma cidade, de um Estado ou de um país, todos apregoarão, por espontânea propaganda, que tal produto, quando é dessas origens, é bom. E assim todos ganharão.

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