Apraz saber que o estudo inicial para construção do Teatro Municipal de Londrina que acaba de ser apresentado ao prefeito Nedson Micheleti foi elaborado por pessoas ligadas às artes teatro, dança, coreografia, música, pintura, roteirismo, produção cultural, arquitetura. O documento, conforme declaração do secretário de Cultura do município, contém as linhas gerais sobre o teatro desejado. Chegou-se a um consenso para que o Teatro Municipal seja um centro de cultura (e não apenas um local de apresentações), com três salas de espetáculos, sendo uma com fosso para orquestra e com 1.200 poltronas; uma sala média, com 400; e uma terceira, para espetáculos experimentais, com 300 lugares. Leonardo Ramos, coreógrafo e diretor do Festival Internacional de Teatro de Londrina, diz que esta é ''uma tentativa de criar uma lógica entre o ideal e o possível''. O projeto arquitetônico ainda não foi elaborado e será objeto de concurso nacional baseado no memorial ora feito e poderá ficar a cargo do Instituto de Arquitetos do Brasil. É uma obra estimada em R$ 30 milhões, e não se sabe se será concluída na atual administração municipal. O terreno, de 20 mil metros quadrados, já existe e localiza-se próximo do Marco Zero (antiga entrada dos pioneiros), na Avenida Celso Garcia Cid. O prefeito afirma que, ao menos para iniciar a obra, haverá recursos financeiros. Espera-se licitar a construção em março do ano que vem. Grande passo já está dado, e um avanço depois que foi abandonada a idéia da área central do antigo Colégio Londrinense e que teria de ser adquirida a altíssimo preço foi a doação da nova, por iniciativa do imobiliarista Raul Fulgêncio e de um grupo de empresários londrinenses. Entusiasma perceber a participação desses mecenas dos novos tempos e a presença de destacadas figuras do campo das artes participando do projeto, de modo a tornar realidade um antigo anseio de Londrina, assim como saber que essa casa não será apenas um local de espetáculos mas também de formação e promoção cultural. O Teatro, nos moldes previstos, irá com certeza consolidar a cidade como pólo artístico-cultural de relevância. A existência de um equipamento dessa envergadura atrairá, naturalmente, grandes apresentações e será um incentivo ainda maior à cultura e às artes. Uma tal estrutura abrirá campo para introduzir a cidade no circuito dos grandes eventos nacionais e poderá servir, se devidamente adequado com salas de apoio (e o projeto precisa contemplar isso) também como centro de convenções. A arrancada já esta dada e agora será acompanhar com assiduidade o andamento do processo, de forma a que a construção seja arquitetonicamente bonita e funcional.

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