Anos atrás tive a oportunidade de conhecer a Usina Verde da UFF (Universidade Federal Fluminense), que é uma iniciativa que visa a transformação de resíduos orgânicos em energia limpa e renovável. Com sua tecnologia e inovação, a usina é capaz de produzir biogás, um combustível alternativo que pode ser usado para gerar eletricidade e aquecimento. Neste contexto, Londrina teria uma grande oportunidade de inserir uma planta em seu território, trazendo inúmeros benefícios para a cidade.

A implantação deste projeto em Londrina pode gerar uma série de transformações positivas na cidade; Primeiramente, a transformação de resíduos orgânicos em energia limpa diminuiria a quantidade de lixo descartado em aterros sanitários, o que é uma grande preocupação ambiental que precisamos e devemos manter em foco. Além disso, a utilização de biogás como fonte de energia poderia reduzir a dependência de combustíveis fósseis e, consequentemente, diminuir as emissões de gases de efeito estufa em nossa região.

O processo de transformação dos resíduos orgânicos em energia renovável é realizado por meio da biodigestão, onde a matéria é decomposta em um ambiente anaeróbico e produz biogás, que é utilizado para gerar eletricidade e calor, onde o resíduo resultante do processo é transformado em fertilizante orgânico de alta qualidade.

Além disso, a usina também pode produzir pavers (blocos utilizados na pavimentação de ruas, calçadas e áreas externas) em que a produção é possível graças a compactação e a moldagem do material resultante da biodigestão.

Outro benefício importante está na geração de empregos e renda para a população. A construção de um projeto como este exigiria mão de obra qualificada, intercâmbio de conhecimento nacional e internacional com a operação que demandaria profissionais em diversas áreas, desde técnicos especializados em energias renováveis até gestores de resíduos e operadores de máquinas, movimentando e massificando o conhecimento tecnológico de toda a região.

A Usina Verde também pode se tornar um ponto de referência em sustentabilidade na região, atraindo investimentos e parcerias de empresas que valorizam a responsabilidade ambiental. Outro benefício direto para os moradores seria a redução nos custos com geração de energia limpa, beneficiando as famílias de baixa renda. A redução na emissão de poluentes também pode melhorar a qualidade do ar na cidade, proporcionando um ambiente mais saudável para todos.

Esta iniciativa pode mobilizar mais uma fonte de conhecimento e inovação para a cidade. A tecnologia utilizada na transformação de resíduos orgânicos em energia limpa é relativamente nova, e a implantação da planta pode abrir caminho para novas pesquisas e descobertas na área. A UFF, responsável pela iniciativa, poderia em conjunto com a UEL, UTFPR, UFPR e a própria COPEL e Prefeitura Municipal estabelecer parcerias com outras instituições e empresas locais para compartilhar conhecimento e desenvolver novas tecnologias.

Por fim, a Usina Verde pode ser um exemplo e uma oportunidade de compromisso com a sustentabilidade e adoção de tecnologias limpas e renováveis.

Há uma grande janela aberta para a inovação e para a tecnologia. Mas precisamos ousar em não apenas falar sobre estes temas, mas efetivar ações que possam aproximar a equidade social em nossos bairros, em nosso município.

Bem organizada, com planejamento e visão para o futuro, nossa Londrina sempre terá energia para disponibilizar para nossa gente, inclusive para novas indústrias e comércios que aqui vierem se instalar.

Mais do que falar e discutir o assunto inovação, precisamos colocar em prática as soluções para nossa comunidade.

Carlos Henrique Gorges Vici - educador e empreendedor - Londrina

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