A prevenção ao sarampo não tira férias
Cabe a cada cidadão fazer sua parte, conferindo a carteira vacinal e adotando cuidados básicos de higiene
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
Cabe a cada cidadão fazer sua parte, conferindo a carteira vacinal e adotando cuidados básicos de higiene
Folha de Londrina 

Neste período de festas de fim de ano e férias de verão não se pode descuidar da saúde e a vacinação ocupa lugar de destaque quando falamos de prevenção. O alerta vale, principalmente, para o sarampo, conforme lembra a Sesa (Secretaria Estadual da Saúde), pois as viagens nacionais e internacionais aumentam bastante entre dezembro e fevereiro.
A orientação da secretaria considera a circulação do vírus em diferentes países e o maior deslocamento de pessoas durante férias, feriados prolongados e eventos com grande concentração de público.
Segundo a Sesa, o Paraná não registra transmissão local da doença, mas mantém vigilância epidemiológica contínua para evitar a reintrodução do vírus por meio de casos importados.
“O sarampo é uma doença altamente contagiosa e a principal forma de proteção é a vacinação”, alertou o secretário Beto Preto. “Quem pretende viajar precisa conferir a carteira vacinal e manter o esquema em dia, protegendo a si e ajudando a proteger toda a população”, afirmou.
A Secretaria da Saúde reitera que a vacinação contra o sarampo, por meio da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), é gratuita e está disponível na rede do SUS. O esquema vacinal é até 29 anos, duas doses; 30 a 59 anos, uma dose; trabalhadores de saúde, duas doses.
É importante prevenir também lavando as mãos com frequência com água e sabão; utilizar álcool em gel; evitar compartilhar objetos pessoais; frequentar ambientes ventilados; e evitar contato próximo com pessoas doentes.
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A Sesa destaca ainda que o sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar por gotículas respiratórias eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. Ambientes com grande circulação de pessoas, como portos, aeroportos e navios, facilitam a transmissão do vírus. Os sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, manchas vermelhas pela pele. O período entre a exposição ao vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas costuma variar de 7 a 14 dias.
A mensagem é clara: prevenção não tira férias. Estamos passando por um período marcado por deslocamentos, encontros e grandes aglomerações, e manter a vacinação em dia é uma responsabilidade individual que ganha dimensão coletiva.
Cabe a cada cidadão fazer sua parte, conferindo a carteira vacinal e adotando cuidados básicos de higiene, para que o verão seja lembrado apenas pelos bons momentos — e não pelo ressurgimento de riscos evitáveis à saúde pública.
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