Num momento de pífias conquistas do Brasil na Olimpíada e com uma vergonhosa derrota inclusive no que teve de melhor (o futebol), a boa perspectiva é que o biocombustível brasileiro será o campeoníssimo na próxima década. A matéria-prima principal é a cana, seguida da soja, esta para a produção de biodiesel. Não tem fundamento o temor de que esse novo segmento agroindustrial diminua áreas de cultivo de alimentos, porque atualmente apenas 2,5% das terras aráveis estão cultivadas com cana.
Fala-se em potencial de 90 a 100 milhões de hectares de terra ainda não aproveitada pela agricultura, por isso o Brasil opera com segurança nessa nova frente produtora, que gerará divisas pela exportação de mais de 13 bilhões de litros de etanol dos 49 bilhões que serão produzidos em 2015. Os restantes 35 bilhões atenderão ao consumo interno.
O caminho para o Brasil chegar a essa hegemonia torna-se mais largo pela informação de que os Estados Unidos não produzirão um grande volume de etanol excedente, para exportar, e porque o biocombustível brasileiro terá preços competitivos, pelo mais baixo custo de produção. Os EUA serão também importadores, ao lado de China e Japão. Os estudos (que não são de governos) mostram que a Amazônia ficará a salvo de canaviais, e este é um dado tranquilizador, ao menos diante do mapa de projetos exploratórios atuais. O investimento no setor será bilionário, o que se traduz por giro de capital que robustecerá a atividade econômica e com alcance também em outras áreas.
Analistas avaliam que a alta do preço dos alimentos em todo o mundo, e que teve reflexos também no Brasil, foi mais especulativa e motivada pela corrida dos norte-americanos para o etanol de milho. A crença de alguns é que essa fase passará, embora a opinião pública mundial pense ao contrário. Ante esse bom indicativo para o Brasil, uma justificada esperança dos consumidores brasileiros de combustíveis é que o preço caia nas bombas, o que resultaria em redução do custo de vida pelo barateamento do frete das mercadorias.
Se os brasileiros lamentam a baixa conquista na Olimpíada, devem saber que quando a economia e o bem-estar social de um povo se elevam em seus patamares, também o esporte, a arte e a política evoluem na mesma proporção.

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