A pauta é Londrina
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sábado, 26 de setembro de 2020
Folha de Londrina 
As eleições municipais estão chegando, e findo o prazo de registro de candidaturas – termina neste sábado (27) –, os eleitores já vão tendo a possibilidade de conhecer os concorrentes às prefeituras em todo o País.
Em Londrina, ao que tudo indica serão 11 candidatos, número superior ao das eleições de 2016, quando havia sete postulantes à sucessão municipal (uma oitava candidatura foi impugnada). Dos onze, apenas quatro nunca exerceram mandato eletivo: o advogado Carlos Scalassara (PT), o sociólogo Marcio Sanches (PCdoB), o empresário Marcio Stamm (Podemos) e o delegado Águila Misuta (MDB).
Completam a disputa o prefeito Marcelo Belinati (PP), os ex-vereadores e atuais deputados federais Boca Aberta (PROS) e Filipe Barros (PSL), o vereador Junior Santos Rosa (Republicanos), o deputado estadual Tiago Amaral (PSB), o ex-prefeito Barbosa Neto (PDT), o ex-vereador Álvaro Junior (PV).
Tão logo os nomes foram sendo divulgados, as principais bandeiras começaram a ser levantadas pela maioria dos candidatos. Segurança e emprego, como sempre, estão entre as pautas citadas. São agendas importantes, sem dúvida, mas o que deve permear o compromisso real de cada um dos prefeituráveis é encarar sempre os interesses da cidade como o interesse maior. Não deve haver espaço para agendas paralelas que não o bem estar coletivo dos londrinenses.
Vivemos um ano difícil, em que a pandemia do coronavírus nos fez repensar conceitos e comportamentos. A guerra ideológica iniciada nas eleições de 2018 se tornou ainda mais nociva e acirrada nas redes sociais, o que tornou a busca pela informação correta e responsável tão necessária quanto a corrida por uma vacina segura e eficiente. São novos paradigmas que impõem novos desafios também aos candidatos.
Em Londrina, especificamente, há outras metas igualmente necessárias a serem almejadas. Após sucessivas sangrias nos cofres públicos ao longo dos últimos 20 anos, que resultaram em diversas ações do Ministério Público e na cassação de dois prefeitos, além de prisões de vereadores, nossa cidade precisa parar de ter o seu desenvolvimento travado por questões políticas.
Há de se reconhecer que a atual administração e a anterior nos pouparam dos escândalos que jogaram à lona a dignidade dos londrinenses entre os anos de 2009 e 2012, quando fomos obrigados a passar o vexame em rede nacional de ser comandados por quatro prefeitos em quatro anos.
Além de manter o combate à corrupção - afinal, uma obrigação -, os postulantes ao cargo de gestor da principal cidade do interior do Estado devem ficar atentos também à necessidade de promover o desenvolvimento econômico do município. Houve avanços, mas ainda há gargalos.
A recessão nacional, que já dava seus primeiros sinais no início do ano e virou realidade em meio à pandemia, impõe enormes desafios nesse sentido. Segundo o IBGE, com dados de 2017, o PIB per capita londrinense é de R$ 34.444,56, apenas o 102º maior do Paraná. Maringá (R$ 41.569,88), Ponta Grossa (R$ 42.208,23), Cascavel (R$ 35.590,06), São José dos Pinhais (R$ 73.427) e Foz do Iguaçu (R$ 50.990,83) têm desempenho melhor. Se a vocação da cidade para a prestação de serviços e o agronegócio é uma realidade, a ativação de uma atividade industrial robusta também se faz necessária.
O voto da FOLHA nessas eleições é para que os candidatos se comprometam em abraçar Londrina como a grande causa.
Obrigado por ler a FOLHA!


