A pauta da vez
Uma nova reunião realizada ontem para tentar avançar em um acordo quanto ao índice de reajuste dos servidores públicos estaduais terminou em impasse. Representantes do Fórum Estadual dos Servidores (FES) e do líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB) não chegaram a um acordo e o encontro terminou da mesma forma que começou. De um lado, o funcionalismo insatisfeito e, de outro, o porta-voz do executivo dizendo que não pode oferecer mais do 5% de reajuste.
Foi mais uma reunião tensa e sem resultados concretos. Por mais que se elogie o "diálogo", é impossível reconhecer um avanço nos últimos encontros cansativos e que duram, em média, duas horas. Os servidores não abrem mão do índice de 8,17% , que corresponde à reposição da inflação do período.
A negociação está realmente atrasada, pois a data-base da categoria é 1º de maio e os servidores querem que o reajuste seja aplicado no salário recebido no final do mês. O governo do Estado já poderia ter enviado para à Assembleia Legislativa (AL) o projeto de lei que trata do reajuste do funcionalismo. Mas segundo a secretaria de Administração e Previdência, falta fechar a proposta sobre como o índice será apresentado, já que o Executivo diz que não poderá pagar em apenas uma parcela.
O problema é que o governo não se sente confortável em enviar ainda o projeto de lei para a AL, principalmente depois que os deputados do PSC, que formam a maior bancada da casa e fazem parte da base aliada, disseram que não concordam com o índice de 5%. O que pode significar uma derrota para o Executivo.
Para esse final de semana, novidades dificilmente surgirão. Mas, a partir de segunda-feira, a situação deve esquentar, pois os deputados da oposição prometem obstruir a pauta de votações da AL na tentativa de pressionar o governo a encaminhar o projeto de reajuste. A obstrução da pauta de votação é prática comum no Congresso Nacional e pouco usada por aqui. Mas o que se deve questionar é até quando essa pauta ainda será adiada?





