Em meio a tantas notícias negativas que ocupam os espaços dos veículos de comunicação, alenta saber que há também um Brasil paralelo que avança, gerando desenvolvimento e empregos e assim dinamizando a economia e semeando otimismo. É o caso demonstrado em reportagem deste jornal, domingo, sobre o Programa Bairros em Ação, de Guarapuava, onde o empreendedorismo criou nos últimos dois anos mais de 300 pequenas empresas.
O programa é desenvolvido pela Prefeitura, em cooperação com o núcleo paranaense do Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresas (Sebrae-PR), com a Associação Comercial e Industrial de Guarapuava e com a comunidade. Começa por ministrar cursos de treinamento, orientação sobre a abertura de uma empresa e financiamento, através da Casa de Crédito e Incentivo ao Empreendedor, uma espécie de Banco do Povo, que opera com recursos da prefeitura. O importante é que as empresas instaladas, dentro de princípios gerenciais orientados, estão proporcionando lucros.
O projeto auxilia empreendedores formais e informais, interessados em melhorar ou abrir o seu próprio negócio, com orientação sobre gestão empresarial, conveniências, melhoria profissional e conceito de cidadania. Estriba-se sobretudo na orientação, através do Sebrae, o que é fundamental no processo gerencial. O Poder Público municipal, ao investir no programa e ao contabilizar os lucros sociais do empreendimento, constatou o que seria uma consequência natural: o retorno também em forma de tributos.
Cada R$ 300,00 investidos proporcionam um emprego, o que constitui um elevado índice de benefício em relação ao custo, quando se sabe que as megaempresas investem milhões para obter o mesmo resultado. O fato ressalta o poder das pequenas e médias empresas como geradoras de desenvolvimento e de empregos. Mas o programa desenvolvido em Guarapuava revela sobretudo o que podem a boa vontade do Poder Público e a aglutinação de instituições como o Sebrae e a Associação Comercial e Industrial, num mesmo objetivo. Um exemplo para outros prefeitos, que ficam se justificando com a escassez de dinheiro, esperando que os fatos aconteçam ao invés de fazê-los acontecer.

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