A obrigação individual do cuidado com saúde
Ter de eventualmente usar máscaras de proteção e isolar-se dos contatos suspeitos. É isto que as pessoas terão de fazer se a gripe suína que vem do México aparecer por aqui. Já existe a suspeita de casos em território brasileiro, e este é um mal que pode ser converter em pandemia, ou seja, disseminar-se intensamente em todo o mundo. Embora não haja uma situação de pânico, prevenir é sempre melhor que remediar. Ao menos o Governo no Brasil já está intervindo junto às tripulações de aeronaves que partem daquele país com destino ao Brasil.
De um lado a crise financeira, que já dura 8 meses - e esta sim atingiu em cheio todos os povos - e de outro mais um motivo de apreensão em nível mundial, que é essa nova gripe. Isto somado aos tsunamis, aos tremores de terra (como o caso recente da Itália, que fez centenas de mortos), ao temor do aquecimento global que já está derretendo geleiras e encobrindo algumas ilhas, parece indicar que a humanidade vive tempos apocalípticos.
Guerras, terrorismo e tragédias climáticas, sempre aconteceram, mas nos tempos presentes esses acontecimentos ganham mais relevância por causa da volumosa população da Terra, que já se aproxima dos 7 bilhões. O planeta está intensamente povoado e a tendência é de contínuo crescimento e de progressiva invasão das áreas de preservação. A medicina faz grandes avanços mas também conheceu a pandemia da Aids, que tem mais de cinco décadas de existência e até agora só pôde ser controlada, mas ainda sem cura. Doenças endêmicas outrora praticamente extintas estão voltando, e algumas novas e terríveis surgem, como o ebola. No Brasil, agora é tempo de vacinação dos idosos contra outra gripe, a comum. A vacinação é gratuita nos postos de saúde, e é preciso contar com a cooperação das pessoas dessa faixa, porque é algo de interesse delas e da saúde pública. Ao menos quanto a isso a medicação preventiva funciona nos 67 mil postos de atendimento do País.
A prevenção individual é responsabilidade de todos, porque - ademais com o agravo do baixo empenho governamental pela causa da saúde em geral - os custos sociais nessa área são elevados. Porque o Brasil tem em sua população um elevado porcentual de pessoas doentes, por causa das mazelas conhecidas como subnutrição, péssimas condições de moradia de milhões de patrícios e saneamento básico precário. Tudo isso traduz-se por pobreza física e também de mentalidade, o que coloca em nível baixo o índice de desenvolvimento humano.





