Para um jornal, não tem nada pior do que chegar às mãos dos leitores com notícia velha. E todas as edições diárias estão sujeitas a isso, mesmo madrugando na residência ou escritório do assinante.
Ontem foi um desses dias na Redação de Londrina e também na sucursal de Curitiba. A equipe de reportagem acompanha um sequestro num bairro curitibano. A polícia cerca o local, tenta negociar com o sequestrador e libertar os reféns. O objetivo maior é encerrar o caso sem violência, mas a demora na negociação vai cansando a polícia, o sequestrador e principalmente as vítimas.
Na produção da notícia, a angústia também é grande. As horas vão se passando e o sequestro não termina. A equipe que trabalha no fechamento da edição telefona repetidamente para os repórteres que acompanham o caso no local, pedindo informações sobre o desfecho da negociação, a previsão de libertação dos reféns, a possibilidade de a situação permanecer por mais horas e horas, os riscos que correm as vítimas...
Todos os jornais têm horários limites para encerramento da edição, que obedecem a um esquema industrial de impressão e logístico de distribuição. A maior preocupação é o leitor receber o jornal no dia seguinte com tempo suficiente para ler as notícias antes de iniciar suas atividades diárias. E isso, em algumas situações, impede que o jornal tenha a informação mais atualizada, como no sequestro em Curitiba que se estendia até altas horas da noite.
Independente da notícia velha ou nova, o ideal é que o sequestro já tenha terminado - de forma pacífica, com as vítimas ilesas e o sequestrador também, até para que possa responder pelo crime.

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