A visita do secretário de Esportes do Paraná, Helio Wirbiski, ao Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, na última sexta-feira (8), reacendeu a esperança de o londrinense voltar a viver os anos de glória de provas de velocidade, como a Stock Car.

Em entrevista à FOLHA, Helio Wirbiski afirmou que a situação atual do autódromo exige mudanças urgentes. “Estivemos visitando a infraestrutura em Londrina. Viemos supervisionar o autódromo, que está obsoleto e ultrapassado, e queremos fazer uma reforma completa. O governador Ratinho Junior (PSD) pediu que verificássemos as condições, porque precisamos de um autódromo de nível internacional para receber provas, não só da Stock Car, mas de todas as competições internacionais. E isso nós vamos realizar”, garantiu.

Na oportunidade, o prefeito Tiago Amaral entregou ao secretário das Cidades do Paraná, Guto Silva, um projeto para uma ampla reforma do espaço, estimada em R$ 18 milhões. A proposta, que será avaliada pelo governo estadual, prevê melhorias na pista, boxes, arquibancadas, áreas para eventos e demais estruturas do complexo.

O Autódromo de Londrina foi inaugurado no dia 21 de agosto de 1992, e o circuito compõe um complexo esportivo que conta com o Estádio do Café e o Kartódromo Luigi Borghesi.

Foi o terceiro autódromo internacional construído no Paraná, juntando-se aos de Cascavel e de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, que foi desativado. Ganhou o nome de Ayrton Senna em 1994, em homenagem ao piloto brasileiro morto no mesmo ano.

Uma das corridas que mais levavam público ao autódromo era a prova 500 Milhas de Londrina, que em 2017, por exemplo, teve o então governador do Paraná, Beto Richa, como um dos participantes. Reportagens da época davam conta de que a competição gerava em Londrina mais de mil empregos diretos e indiretos nos três dias de realização.

A necessidade de reforma no autódromo é pauta antiga. As principais reclamações são sobre o recape da pista, além da área de segurança e da estrutura precária dos boxes para o trabalho das equipes.

Principal evento do automobilismo nacional, a Stock Car não é disputada em Londrina desde 2019, um hiato de seis anos. Em 2021, a cidade receberia a abertura da temporada, mas a organização decidiu trocar o evento para Goiânia devido aos problemas estruturais. Desde então, apenas Cascavel tem recebido corridas da categoria no Paraná.

Mesmo com a infraestrutura defasada, o Autódromo Ayrton Senna segue recebendo algumas competições. A principal delas é a Fórmula Truck, que volta à cidade no próximo fim de semana (16 e 17).

Levando em consideração a história do complexo e diante do atual cenário, é preciso que Estado e município considerem a reforma do Autódromo Ayrton Senna como um investimento estratégico para Londrina.

Recuperar a capacidade do autódromo de receber grandes competições nacionais e internacionais significa atrair turistas, gerar empregos, movimentar a economia e recuperar o orgulho da cidade em sediar eventos que projetam o município no país e também no exterior.

Que Londrina possa voltar rapidamente ao mapa das grandes competições de velocidade do Brasil.

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