Como podemos observar, a campanha eleitoral já está nas ruas. Notamos, também, que a moralidade anda longe de se restabelecer. Pairam dúvidas a respeito de eminentes políticos: punições inconcebíveis e inaceitáveis.
Percebam, senhores eleitores, que os políticos se esquecem que o ato de se fazer política não é apenas em época de eleição, mais sim constantemente. Fazer política é exigir muita responsabilidade de quem não as possui. Por isso mesmo ressaltamos que as pessoas sérias não se metem em política, infelizmente.
Notamos que os ''políticos'' usam a população como massa de manobra para obterem votos. Os ''políticos'' fazem uma verdadeira lavagem cerebral na população. Essa é uma das estratégias mercadológicas, dentre muitas. Senão vejamos: as reduções dos preços dos pedágios em nossas rodovias, lembram-se?
Os partidários de FHC acusam Ciro Gomes de ''Collor 2'', mas se esquecem que os mesmos que estão apoiando Ciro Gomes, atualmente, fizeram parte, durante sete anos, do governo FHC. Ora, quais são os discípulos de Collor nessa história toda? Vejam: José Carlos Martinez, o ''batatinha do Paraná'', e que coordena a campanha de Ciro atualmente, defendeu recentemente a idéia de um projeto em que tornaria o sr. FHC membro perpétuo do Congresso Nacional, ou seja, queria tornar o atual presidente membro vitalício do Congresso. Só depois de muitas conversas desistiu da idéia; ACM, o ''painho da Bahia'', que durante longos sete anos ininterruptos, vestiu não só a camisa, mas todos os ''acessorios que compunham a vestimenta'' de Fernando Henrique Cardoso, agora apóia Ciro; o senador José Alencar, que foi um colorido de carteirinha, agora é vice de Lula-lá. Que espanto! Quem diria o PT usar tais artifícios maléficos, hem?. Tudo pelo poder! Para fechar esse pensamento, os políticos, comumente, usam chavões e slogans que não resultam em nada, absolutamente em nada.
Eles menosprezam a sociedade brasileira, esquecendo que a sociedade é sábia. Por isso ela luta consigo mesma para encontrar um político sem vícios e com dignidade, franqueza e seriedade. Isso senhores, não é exigência, mas um dever dos políticos.
A senhora Marta Suplicy, por exemplo, prefeita de São Paulo, só agora descobriu que andar nos ônibus é um martírio, uma lástima, um verdadeiro horror. É uma pena que só em época de politicagem é que os candidatos andam no meio do povão e descobrem o óbvio, o que todos os brasileiros já descobriram há anos: viver no Brasil é uma arte.
Mas, apesar de tudo, não devemos desertar e nem desanimar. O importante é saber que a sociedade está à caça de um segmento político que trabalhe com moralidade. Não devemos ceder terreno, no que for essencial à implantação da moralidade no Brasil. Há necessidade da classe política esquecer os ressentimentos e as frustrações do passado e pensar, doravante, na tarefa de construir o futuro dessa sociedade maltratada. Caso isso venha a ocorrer, dentro em pouco, a própria história se encarregará de revelar as figuras e os acontecimentos que ganharam o centro do palco e se projetaram como se fossem a ''mão do destino''.
Na verdade, o grande anseio da sociedade, acima de tudo, é saborear uma vitória antecipada da democracia atrelada à moralidade, abatendo, dessa forma, o fantasma da corrupção e dos corruptos, bem como os corruptores espalhados pelo território nacional.
Como sabemos é fácil produzir um candidato, vendê-lo à maioria e orná-lo com uma auréola de imbatível. Em contraposição, são dificílimos os efeitos mutáveis de uma competição cara-a-cara, corpo-a-corpo em dois turnos, que desmascaram inevitavelmente os concorrentes finais.
Ufa! Como está difícil aparecer candidatos com essas características. Esperamos que a sociedade votante não confunda a aparência com a realidade. Como percebemos, os deslocamentos do pensamento da maioria seguem o mesmo paradigma. Aí está o xis da questão. Estamos sendo manobrados constantemente.
Vitória ou derrota é um pressuposto psicológico. O que necessitamos, na verdade, é de um estadista na essência da palavra.
Avante Brasil!!!
GILBERTO JORDÃO é professor unviersitário em Maringá
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