O período iluminista foi a época em que a humanidade resgatou a lógica do pensamento clássico. O homem passa a ter uma visão evolutiva (o pensamento filosófico é resgatado), várias ciências sofreram um fabuloso progresso. A partir do progresso científico do iluminismo é que foi possível, com o fim de mercantilismo, termos a migração para a revolução industrial (século XVIII e XIX), com invenção de máquinas que possibilitaram um progresso formidável.
As máquinas produziam mais com menos tempo, porém era necessária uma quantidade demasiada de homens, operando essas máquinas por períodos de 18 horas (em alguns casos), crianças envolvidas com trabalhos de 16 horas, enfim uma gama enorme de problemas trazidos com o advento da transformação de trabalho-capital (Capitalismo).
Um dos maiores problemas da revolução industrial que se prolonga até nossos dias, talvez seja a utilização de máquinas que agilizam a produção, mas mecanizam o raciocínio humano. Falar em não haver melhoramento do trabalho humano sem que se utilize máquinas é utópico, porém a empresa pode possibilitar a seus funcionários atividades que estimulem o raciocínio e criatividade (nova visão da responsabilidade social nas empresas).
Poderíamos nos perguntar por que se estimular a criatividade humana, se o que interessa para a empresa é somente a produção eficiente do operacional? É que todos os seres humanos só se desenvolvem mentalmente, e isso a história da humanidade prova, quando são levados a pensar sobre o que estão desenvolvendo e como poderia ser melhorado, etc. Caso a empresa não estimule e dê treinamento sobre a atividade, terá funcionários autômatos e estará perdendo o maior de todos capitais o capital pensante (célula motriz da sociedade inteligente).
Em países como Estados Unidos e Alemanha algumas pesquisas foram realizadas sobre o nível de entendimento de operários sobre os mecanismos que operavam e descobriu-se, com espanto, que muitos não conheciam esses mecanismos (computadores), dessa forma realizavam manualmente tarefas que poderiam ser programas. Bom, sem querermos valorizar o estrangeiro mais dá medo de pensar sobre a automação humana em países periféricos, não?
Talvez a classe detentora do capital pudesse pensar melhor sobre essa nova modalidade de capital (capital humano) que não é pensada (com algumas exceções) desde a primeira revolução industrial. Será que os resultados não poderiam ser surpreendentes e benéficos (retornos maiores)?
JOÃO BATISTA DE LIMA é contabilista em Campo Mourão

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