Às segundas-feiras, faça um teste: pergunte a um motorista de Uber ou taxista de sua cidade se, em suas andanças levando e trazendo passageiros no fim de semana, ele viu alguma festa irregular ou aglomeração de pessoas sem máscara. Você tem grandes chances de receber uma resposta afirmativa e ainda ganhar de bônus detalhes do local da "reunião", número de participantes e até que estavam bebendo, cantando e fumando narguilé, aquela espécie de cachimbo de origem oriental em que os jovens adoram utilizar para fumar tabaco aromatizado - o detalhe é que o objeto é "comunitário", vai passando da boca de um para outro. Uma pessoa infectada com o Sars-CoV-2 em uma rodada de narguilé é suficiente para transmitir o coronavírus para os outros convidados.

Por que, apesar de todas as informações que são divulgadas a respeito das medidas de prevenção, tantas pessoas insistem em burlar as regras, mesmo sabendo que podem colocar em risco a vida de seus amigos, familiares e outras pessoas que acabarão infectadas em uma corrente difícil de quebrar?

Diariamente os cientistas fazem descobertas sobre o Sars-CoV-2, mas até agora não há como contestar a eficiência da máscara de proteção e do distanciamento social, que significa manter uma distância segura entre você e outras pessoas que não moram na sua casa.

Qualquer um que estimula as pessoas a não usarem máscaras coloca em risco a vida de outros cidadãos. Mesmo quem tomou as duas doses da vacina contra a Covid-19 precisa manter as orientações que a Vigilância Sanitária prega.

A máscara deve ser usada todas as vezes que as pessoas saírem de casa e seu uso é obrigatório em locais públicos, empresas, lojas, seja em espaço aberto ou fechado. Além disso, ela se torna uma barreira física entre as mãos que podem estar contaminadas e as vias respiratórias. Para que a máscara seja eficiente, todos devem usar em um gesto de coletividade e solidariedade.

Nesse momento em que os brasileiros estão saindo às ruas para realizar manifestações em apoio ou em protesto ao governo do presidente Jair Bolsonaro, democraticamente legítimas, é importante considerar os riscos e os cuidados.

A participação das pessoas em protestos em meio à pandemia provoca dilema entre ativistas, independentemente da ideologia. É possível participar de manifestações de forma segura? Provavelmente, a resposta para essa pergunta esteja no grau de comprometimento das pessoas em seguir o protocolo com rigor. Provavelmente, participar daquele churrasco com 30 pessoas sem máscara no quintal de uma casa, compartilhando copos, garfos e cigarros, seja até mais perigoso.

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