A longa novela do ILS para aeroporto
O poder público municipal nunca deu muita importância ao problema do Aeroporto de Londrina que, pela falta de equipamento, é obrigado a fechar para pousos e decolagens quando chove. Os dias atuais são de transtorno, porque é período de chuva e muitos voos são cancelados. Ontem, mais uma vez este Jornal mostrou o drama de passageiros com problemas de saúde que tinham urgência de chegar ao destino, empresários prejudicados em negócios, viajantes que perderam conexões, famílias aguardando com pouco conforto, e por aí em diante.
O impasse reside na indefinição da Prefeitura em desapropriar áreas e edificações, medida necessária para a instalação do ILS (sigla de Instrument Landing System) que facilita bastante embora não totalmente a operação de aeronaves, mesmo com baixa visibilidade. Aquela é a parte que cabe ao município, mas como a desapropriação requer dinheiro, deixou de ser prioridade nos projetos das administrações municipais.
Os promotores de eventos figuram entre os que reclamam dessa deficiência, porque não há garantia de que promoções possam realizar-se pela ausência de pessoas de fora programadas para chegar e que ficam retidas. Os prejuízos se estendem a todos os que ficam barrados pelo impedimento de embarcar e desembarcar, acrescentando-se a isto o transporte de cargas, ainda mais agora que foi instalado o Porto Seco. Faltou até aqui um prefeito de pulso, decidido a enfrentar esse desafio. Passageiros de fora, ouvidos pela reportagem da FOLHA, declaram não compreender como uma cidade do porte de Londrina tem essa obstrução aeroportuária. O aeroporto dispõe de uma estação de passageiros nova e suficiente para as necessidades atuais, mas o sistema operacional das aeronaves é ainda aquele primitivo, de pousar e decolar só com bom tempo, e também a pista precisa ser ampliada em sua extensão.
A esperança é que uma nova administração municipal a atual ou a que irá assumir depois do novo turno eleitoral anunciado decida incorporar entre as execuções prioritárias essa desapropriação, sem a qual a Infraero não poderá instalar aquele equipamento. As lideranças regionais, a partir de Londrina, e a comunidade no geral, precisam exercer pressão sobre os mandantes públicos do município, porque já bastam os anos perdidos com administrações de pífias realizações. Também a Câmara de Vereadores precisa mover-se, porque esta é igualmente uma de suas funções.





