Quem circula pelas ruas de Londrina e de outras cidades brasileiras já se acostumou a ver uma paisagem que, embora pareça comum, representa um problema urbano antigo, mas cada vez mais evidente: a grande quantidade de cabos de telefonia e internet acumulado nos postes. É muito comum que fios ativos dividam espaço com outros abandonados, rompidos que se enroscam formando verdadeiros emaranhados.

O problema é estético e também de segurança e de organização dos espaços públicos, pensando na proteção a pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas que trafegam pelas principais ruas e avenidas do município.

Assim, merece reconhecimento a iniciativa da prefeitura de Londrina de realizar um mutirão para a retirada de cabos em desuso dos postes da Copel. O trabalho começou na segunda-feira (8) com a presença de operadoras de telecomunicações, Londrina Iluminação, Copel e equipes de fiscalização do Crea-PR (Conselho Regional de Engenharia, Agronomia e Arquitetura) e Ceal (Conselho de Engenharia e Arquitetura de Londrina).

Segundo a prefeitura, trata-se de uma ação inédita, começando pela Avenida Higienópolis, no centro da cidade, concentrando-se em 81 postes localizados no trecho que vai da rotatória com a Avenida Madre Leônia Milito até a rotatória com a Avenida Juscelino Kubitschek. Na terça-feira (9) o mutirão ocorrerá em 82 postes instalados entre a Juscelino Kubitschek e a Rua Paraíba.

O mutirão foi possível mediante uma articulação entre Londrina Iluminação, Copel e operadoras de telecomunicação, que são as responsáveis por retirar os cabos. O município está mapeando outros pontos da cidade que receberão a força-tarefa, como o centro histórico, as avenidas Juscelino Kubitschek, Maringá, Madre Leônia Milito, Arthur Thomas, Santos Dummont, Saul Elkind e Tiradentes.

A imagem de postes carregados de fios abandonados não combina com a ideia do que hoje chamamos de uma cidade inteligente, preocupada com qualidade de vida, infraestrutura, beleza dos parques e ruas arborizadas.

Mas é óbvio que a responsabilidade por esse serviço não deve recair apenas sobre o poder público. As empresas que utilizam a infraestrutura compartilhada precisam assumir sua parcela de compromisso, realizando a manutenção adequada de suas redes e removendo equipamentos que não estão mais em uso.

Que essa ação não seja apenas pontual, mas uma política permanente de fiscalização e organização da infraestrutura urbana.

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