Esta semana, conversando com o novo superintendente do Shopping Catuaí, um profissional que já esteve em várias outras cidades de porte do interior de São Paulo, como Ribeirão Preto, Sorocaba, Campinas, ouvi uma coisa que eu já escutei dezenas de vezes de pessoas que pela primeira vez chegavam a Londrina, que nunca estiveram aqui e que faziam questão de expressar sua primeira impressão sobre a cidade.
‘‘Londrina’’, dizia ele mais ou menos com estas palavras, ‘‘é uma cidade surpreendente. É uma cidade bonita, com povo muito hospitaleiro, e eu fiquei realmente emocionado com o calor humano, a qualidade de vida e as facilidades que a cidade oferece’’.
Para nós que moramos em Londrina, este tipo de comentário já não surpreende, mas é muito bem-vindo. Eu mesmo, quando cheguei em Londrina há 33 anos, devo ter dito coisa semelhante, e devo ter dito muito disso fora de Londrina, em outras cidades, outros estados e até outros países, a pessoas que me perguntavam sobre a cidade.
É realmente uma cidade surpreendente.
Surpreendentemente agradável, surpreendentemente hospitaleira, surpreendentemente moderna, surpreendentemente empreendedora.
Por isso eu tenho a certeza que a Lecmania, esse movimento de amor pelo Londrina e por Londrina, vai pegar, vai ser um verdadeiro sucesso.
Porque há em Londrina algo que me lembra aquele sentimento fronteiriço dos gaúchos, que se agrupam quando o objetivo é defender o seu lugar, as suas cores, as suas crenças.
Londrina tem isso, e posso até parecer exagerado, mas um movimento como esse em torno de um time de futebol, que afinal representa as nossas cores, a nossa cidade, um movimento como este da Lecmania só poderia acontecer em Londrina. E só poderia dar certo em Londrina.
Em poucas cidades teríamos reunido a comunidade nessa vontade de levantar um time e fazê-lo chegar à primeira divisão do futebol nacional. Pessoas de todas as classes, autoridades de todos os poderes, todos os veículos de imprensa, todas as entidades de classe, todos, absolutamente todos, estão direcionados a fazer o Londrina voltar ao lugar de onde nunca deveria ter saído: entre os grandes do Brasil!
Porque a cidade, vocês vão concordar comigo, é uma das mais importantes do
Brasil. Mais representativa que muitas capitais, mais politicamente atuante que cidades mais populosas, forte econômica e tecnologicamente.
Por isso, a Lecmania ultrapassa as fronteiras do Estádio do Café, das reuniões da SAL, do marketing, da propaganda, do mundo do futebol.
A Lecmania está e vai estar nas ruas, na cabeça de cada cidadão que tiver um radinho colado no ouvido, no coração de cada jovem, criança, adulto, em cada comentário em praça pública, em cada esquina de Londrina.
A Lecmania vai polvilhar o Calçadão das nossas cores, deixando as camisas de Corinthians, Palmeiras, São Paulo, perdidas num mar azul e branco.
E os jogos contra nossos adversários vão apenas fazer parte disso, dessa comunhão entre cada um que adotou esta cidade para morar e até esta região, porque a Lecmania vai se espalhar fazendo do Londrina o time de todos os norte-paranaenses, agora no campeonato da série B e, tenho certeza, no ano que vem no campeonato da série A.
A Lecmania vai empolgar, como já me empolgou, os dirigentes da SAL, o prefeito, os vereadores, as autoridades, a imprensa e o povo de Londrina.
E este tempo até o dia 17, quando aos kits vão estar à venda nas bancas, vai ser como uma represa prestes a estourar.
Todos aguardando ansiosamente o momento de vestir azul e branco, de assumir a condição de londrinenses aos olhos de todo o Estado, de todo o país.
Fazer corar de inveja nossos adversários, fazer ver a força de nossa torcida, fazer sentir que a Lecmania é uma marca, um símbolo, é um sentimento que vai fazer do Londrina um time mais respeitado no cenário nacional, vai colocar Londrina, a cidade de Londrina, em local ainda mais alto, mais grandioso entre as cidades do Brasil e por fim vai mostrar que o povo de Londrina sabe se colocar acima das suas diferenças quando o nome de seu time, da sua cidade e o seu próprio nome estão em jogo.
A Lecmania não é nossa, da Engenho Propaganda, não é da SAL, não é do Londrina, é de cada um que contribuir comprando o kit, indo ao estádio, usando a camisa, reforçando o nosso desejo de mirar mais alto, no esporte, na cidadania, na qualidade de vida, na união, na torcida por momentos mais felizes.
Eu tenho certeza que eles virão.
- VALDUIR PAGANI é publicitário e diretor da Engenho Propaganda.

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