A primavera começou com altas temperaturas e chuvas abundantes o que, mais uma vez, traz a preocupação com a dengue. Neste ano, as articulações começaram cedo e agora resultaram na união de gestores de saúde do Estado, das prefeituras e o Ministério Público. A ideia é acionar tanto moradores que não permitirem a visita do agente de endemias quanto detentores de cargos públicos que não estiverem seguindo corretamente normas ou ações recomendadas pela Secretaria de Estado da Saúde.
Embora ainda não esteja em período considerado de pico, o total de notificações da doença já causa preocupação em praticamente todo o Paraná. Já está constatada a presença do mosquito Aedes aegypti em 275 municípios, com confirmações inclusive nas regiões de temperaturas mais amenas. A maior concentração está no Norte e Oeste, com mais de 320 casos cada uma. O último período epidemiológico (entre julho de 2013 e agosto de 2012) foi considerado o pior já registrado, com 54.716 casos confirmados – 147 com complicações e 82 com quadro de febre hemorrágica; foram registradas 23 mortes.
O município de Londrina deve divulgar na sexta-feira o Levantamento Rápido do índice de Infestação do Aedes aegypti. A expectativa não é animadora, uma vez que o Setor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde estima que o indicador supere os 2%. O percentual máximo tolerado pela Organização Mundial de Saúde é de 1%.
Os dados divulgados indicam que alguns municípios estão sujeitos à ocorrência de uma epidemia de dengue e se não forem tomadas ações efetivas a situação pode piorar – e muito. No entanto, nesse caso, a população também precisa fazer a sua parte. Não acumular lixo nas casas e manter o ambiente limpo são ações simples, mas de extrema importância para evitar a proliferação do mosquito. Apesar de campanhas de conscientização trabalhadas anualmente, parece que parte da população ainda não se atentou aos reais perigos da doença. Todos devem somar esforços para evitar que os números da dengue não se repitam neste ano.

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