A Internet e o emprego
Antigamente dizia-se que quem não tinha estudo não ia para frente. Depois veio a língua estrangeira: quem não sabia inglês, provavelmente teria poucas chances de crescer profissionalmente. Agora, no novo século, o mercado de trabalho é mais restrito aos não informatizados.
Pesquisa divulgada em abril aponta a existência de 13,6 milhões de usuários residenciais conectados à Internet. O número, que representa cerca de 8% da população brasileira, é ainda pequeno diante de outras necessidades básicas do cidadão.
A informação, sem dúvida, traz grandes benefícios. Quanto mais se estuda, mais se cresce e com isso novas possibilidades surgem. O estudo, o inglês e a informática são apenas alguns dos quesitos exigidos hoje pelos empregadores.
A diferença entre o sucesso e a derrota não está simplesmente na bagagem intelectual das pessoas. Está, sim, nos detalhes que diferenciam cada um de nós. Na curiosidade em descobrir novos rumos, na honestidade e na ética, na versatilidade de função, na humildade dos erros, na esperança de virar o jogo, na amizade de grupo, no bom senso nas negociações e na praticidade e objetividade das ações.
Na verdade, o mercado busca mesmo é jovens simples, tão naturais em casa quanto no serviço. O resto, serve apenas como acessório.
Mauricio Della Barba





