A internacionalização do aeroporto de Maringá
Maringá tomou a dianteira, agiu com eficiência e conseguiu (depois de portaria de 2007 da Agência Nacional de Aviação Civil) obter a internacionalização do aeroporto de sua cidade para operar com cargas, o que acontecerá a partir do mês que vem. O primeiro voo cargueiro procederá de Miami. E da verba prevista de R$ 62,5 milhões do Programa de Desenvolvimento da Infraestrutura Aeroportuária, cerca de R$ 2,5 milhões serão destinados a Maringá.
Verbas são requeridas ou automaticamente disponibilizadas, e para obtê-las será necessária a vigilância e a mobilização dos políticos e administradores públicos na elaboração dos respectivos projetos de viabilidade. Muitas delas, se não são buscadas, caem em exercício findo. Bom que Maringá tenha se adiantado, porque essa infraestrutura beneficiará vasta região do Estado, especialmente o Norte do Paraná.
Aqueles R$ 2,5 milhões serão aplicados na reforma da pista, que demandará um investimento 30% maior, e esse porcentual será coberto pelo Governo do Estado. O projeto futuro é também aumentar a extensão da pista (dos atuais 2,1 mil) para 3,6 mil metros, e se isso for obtido possibilitará a operação das gigantes aeronaves do modelo 747-300F, exclusivas para carga. O aeroporto foi redesenhado para alcançar a categoria operacional a que agora chega, adequando-se também às exigências da Receita Federal. Convocada, a iniciativa privada também contribuiu, com investimento em dinheiro. A frequência mais intensa de voos transnacionais poderá resultar em futuras ampliações, prevendo-se que isso possa ocorrer em 2010. Depois da capital, Maringá será o segundo terminal de cargas desse padrão, no Paraná, com movimento previsto de 100 toneladas/mês em idas e retornos. Trata-se de um grande avanço para os negócios de exportação e importação, libertando a região da dependência de Curitiba para o setor, o que tem encarecido custos pela distância terrestre.
Enquanto isto, Londrina aguarda que entre no orçamento da União, no ano que vem, a verba para ampliação da pista do aeroporto em mais 300 metros, o que aumentaria a dimensão operacional para 2.408 metros no sentido leste-oeste (da cabeceira 13 para a 31) e para 2.108 no sentido inverso. (A diferença ocorre em função da zona de ruído sobre a cidade, que obriga a elevação da aeronave, no pouso pela cabeceira 13, e por isso a perda de 300 metros). O momento é de aplauso à ação da representação política maringaense, que dá resultado quando há empenho.





