A independência do voto
Considerada a data máxima do espírito cívico no País, o 7 de setembro é o dia em que as escolas, entidades, grupos de idosos, étnicos e diversas outras agremiações participam do desfile em comemoração à Independência do Brasil. Uma atividade que já teve um caráter bem mais de parada militar, principalmente quando generais e oficiais de outras patentes governavam o País e levavam para as ruas tanques, urutus, canhões e outros instrumentos bélicos que representavam força e poder.
Atualmente a presença de militares é cada vez menor nos desfiles de 7 de setembro, assim como a sociedade civil também reduziu a sua participação nas comemorações cívicas em geral. Acompanhando ou não os desfiles, hasteando ou não a bandeira, decorando ou não hinos em homenagem à Proclamação da República ou à Independência, cada um pode ter uma maneira de representar o seu respeito ao País. Mas a melhor forma, sem dúvida, é no exercício da democracia com uma arma mortal: o voto.
Este é um ano especial para o Brasil. Em menos de um mês os brasileiros vão estar votando para a escolha do futuro Presidente da República, além de governadores, senadores, deputados federais e estaduais. É a hora de o cidadão realmente se manifestar, para depois cobrar os eleitos e exigir deles as ações que o País precisa para diminuir as desigualdades, desenvolver-se economicamente e criar melhores condições de vida principalmente para os milhões de excluídos.
Com o voto é possível começar a retirar da cena política os corruptos, os antigos ''coronéis'', os demagogos, os enganadores e todos os outros tipos que ainda ocupam espaços nos poderes Executivo e Legislativo de todo o País. A melhor lição de civismo pode ser dada com o voto.
Ricardo da Guia Rosa





