No Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella colocou “funcionários públicos” pagos, é claro, pelos cofres públicos, em frente a alguns hospitais, com a finalidade de impedir o trabalho da imprensa e as reclamações dos usuários que se sentiam atingidos e desprestigiados. Na verdade, esses supostos funcionários públicos são “milicianos” contratados por políticos inescrupulosos para atrapalhar o trabalho da imprensa, impedir reclamações de doentes e seus familiares, para tentar mostrar que a administração é muito boa e protege o cidadão. Essa situação foi denunciada pela própria imprensa, que, corajosamente, entrevistou os tais “Guardiões do Crivella”, mostrando imagens das truculências, repercutindo em todo o país, a atitude autoritária e até macabra desse prefeito.

Além da oferta de impeachment por alguns vereadores, pelo crime de responsabilidade, o Ministério Público também instaurou investigação para apurar os fatos escabrosos. Num país civilizado, democrático, não pode acontecer tal disparate que, bem examinado vem revelar a face escabrosa e desmoralizante de alguns políticos oportunistas que galgaram postos chaves e importantes no Brasil.

Fatos absolutamente reprováveis que não podem acontecer, diante do trabalho generoso, operoso e de grande valia para a sociedade que a imprensa, em geral vem realizando. O jornalista noticia fatos, verdadeiramente acontecidos, se esses fatos são bons ou não, porém, devem ser levados a público. Como dizia um sábio: “Prefiro quem me critica, porque me corrige; do que quem me bajula, porque me corrompe”. Dessa forma a imprensa livre, vem prestar um serviço imenso e insubstituível à população, ajudando a corrigir erros, revelando fatos importantes e estimulando aqueles que servem à sociedade. Como diz o papa Francisco: “Os bens do Planeta não sejam saqueados, mas protegidos”. Fala quem deve falar, quem está numa posição de destaque e a imprensa deve noticiar para não deixar escondidos os fatos, como por exemplo: a menina que foi engravidada pelo tio com 10 aninhos da idade; o monstro que estuprou pacientes. Daí porque temos o dever, a obrigação mesmo de apoiar o trabalho grandioso e notável dos nossos jornalistas, que se tem revelado salutar, verdadeiro e digno sobre todos os aspectos.

Servio Borges da Silva (advogado) Londrina

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