Antiga reivindicação, e depois de recuos e avanços, começa a funcionar hoje o Terminal de Cargas Aéreas Alfandegárias de Londrina, instalado no aeroporto, em prédio da extinta Vasp que foi inteiramente readequado. Esse serviço tem o nome de Porto Seco e destina-se a centralizar e agilizar a exportação e a importação de mercadorias. O controle é exercido por normas aduaneiras em operação conjunta da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e da Receita Federal.
  Esse núcleo é o 6º no Sul do País e o 33º do gênero no Brasil, dentre os 67 aeroportos administrados pela Infraero, e custou R$ 1 milhão. Tem todos os serviços necessários, incluindo as repartições da Receita e escritório do Ministério da Agricultura e Pecuária, e propicia redução de custo para os usuários. O aeroporto também irá disponibilizar uma área descoberta de 1,4 mil metros quadrados destinada a cargas que podem ficar expostas.
  Esse terminal, mais que um despachador e receptor de mercadorias, é uma estrutura logística de extrema importância para exportadores e importadores regionais, porque um tal serviço só existe, no Paraná, em outras duas cidades: Curitiba e Foz do Iguaçu. Desde muitos anos reclamava-se esse Porto Seco para cargas aerotransportadas, mas a arrancada decisiva foi dada em 2005, durante o denominado Fórum Desenvolve Londrina, que visava uma projeção do município até pelo menos o ano de 2034, quando Londrina fará 100 anos. Essa facilitação logística causará, com certeza, reflexo positivo na economia regional e movimentará também setores paralelos de serviços, como transporte, hotelaria, alimentação. Deverá ocorrer também a implantação de vôos exclusivamente cargueiros. Todo esse complexo resultará sem dúvida em nova demanda regional, pela diversidade de serviços que esse posto alfandegário gerará. Não é apenas a cidade que ganha mas todo o Norte do Paraná e regiões vizinhas do estado de São Paulo, cujo Porto Seco até agora utilizado por elas é o de Campinas.
  Progressos como este acenam para o projeto de ampliar a pista do aeroporto e de instalar o ILS, sigla de Instrument Landing System, que facilita decolagens e pousos mesmo em condições atmosféricas adversas. Isto depende agora de providência que incumbe ao município (como pagamento de desapropriação), e isto é tarefa para o próximo prefeito. Um salto providencial de logística está sendo dado hoje.

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