É de fundamental importância que a moeda se concentre nas bases, que é o bolso dos cidadãos, porque a partir daí terá maior condição de circular e, por essa dinâmica, multiplicar-se e promover o crescimento econômico. A devolução dos valores do Imposto de Renda é sempre bem aguardada, como agora ocorre, porque é dinheiro que cai diretamente na mão do consumidor. Que se não correr para as compras, pagará dívidas, o que significará, da mesma forma, fazer a moeda girar. Informa-se que R$ 1,297 bilhões serão devolvidos no Brasil, dos quais R$ 46 milhões no Paraná e cerca R$ 5 milhões em Londrina. Números expressivos tratando-se de uma ''entressafra'' e que provocarão um aquecimento na economia, pelo mérito de não ser dinheiro produto de empréstimo e, portando, isento da mácula dos juros. Por aí se imagina o quanto é danosa a política concentradora de renda, que é o que ocorre hoje no Brasil ou seja, a moeda em poder de poucos e não fazendo o seu giro, portanto estagnada. O segredo do desenvolvimento econômico reside exatamente na intensidade do ritmo com que o dinheiro circula. Porque o volume quantitativo da moeda é sempre o mesmo, mas ele se torna expressivo ou insignificante na equivalência de sua circulação.
O Brasil teve períodos de prosperidade dos seus cidadãos e períodos de pobreza, e o momento que se vive no País não é dos melhores, justamente porque o dinheiro não está em poder dos que consomem mas dos que especulam. E essa tendência parece intensificar-se, porque o que se vê é o Governo aumentando impostos, tarifas públicas, combustíveis, e o salário do trabalhador perdendo força, quando não ocorre o caso da renda zero, pelo desemprego. Se as notícias são de que o Governo aumenta sua receita tributária, dessa forma concentrando riqueza, e na contrapartida as bases se enfraquecem, não há fórmula mágica que melhore a situação dos brasileiros. Relatório agora apresentado mostra que no Governo Lula o rendimento do trabalhador atingiu o mais baixo nível e que as tarifas dos serviços públicos essenciais subiram astronomicamente.
A fórmula de resultado imediato é adotar políticas públicas que recapitalizem a cadeia produtiva, nos seus mais diversos segmentos, de forma a que se expanda e gere empregos, assim trazendo o dinheiro para a mão das massas trabalhadoras, que são as que consomem e dinamizam e economia. E o principal caminho é não retirar o dinheiro do meio circulante, diminuindo a sangria tributária e todas as formas de encargos, incluindo o trabalhista, e assim fortalecer a empresa e, por extensão, o trabalhador, por via de emprego e bom ganho. Tudo o mais será discurso vazio, estribado no nada.

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