A corrida dos moradores de Londrina às UBSs (Unidades Básicas de Saúde) nesta quinta-feira (18), logo após a liberação da vacina contra a gripe para toda a população, revela que a comunidade está atenta à necessidade de proteção, mas também aponta para o fato de que a mobilização só ganhou força diante do avanço das doenças respiratórias.

A estratégia de ampliação da cobertura ocorre em um cenário no qual a meta ideal de 90% de imunização dos grupos prioritários - idosos, crianças, gestantes e profissionais de saúde -, não chegou perto de ser atingida nas semanas anteriores. A baixa adesão tem reflexos diretos na rede de atendimento, com maior pressão sobre UPAs, leitos hospitalares e registro de casos graves que poderiam ser evitados ou reduzidos com a vacinação.

Conforme informou a Secretaria Municipal de Saúde na quarta-feira (17), Londrina registrou 22 óbitos por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em 2026. Desse total, três foram por Influenza, cinco por Vírus Sincicial Respiratório e 14 seguem sem confirmação de vírus específico.

Vacinar-se contra a Influenza é uma medida de responsabilidade coletiva. Quando uma pessoa saudável deixa de tomar a dose por considerar a gripe uma doença simples, ela também desconsidera que pode transmitir o vírus a um idoso, a um bebê ou a um paciente imunossuprimido. A imunização em massa funciona como um escudo social. Quando a cobertura falha, os mais vulneráveis ficam mais expostos.

Londrina tem imunizante disponível gratuitamente, estrutura nas unidades de saúde e profissionais preparados para atender a população de segunda a sexta-feira em diferentes pontos da cidade. Especialistas orientam ainda sobre cuidados que devem ser tomados no dia a dia: manter a casa ventilada, inclusive nos dias mais frios, cobrir a boca ao espirrar, lavar as mãos e usar máscara em caso de tosse

A expectativa é que a procura pela vacina se transforme em uma mudança de postura diante da prevenção. A saúde pública funciona melhor quando a população se antecipa ao agravamento dos cenários, e não quando busca proteção apenas diante da pressão sobre os serviços.

Vacinar-se é um gesto de proteção individual e coletiva. É também uma das formas mais eficazes de reduzir internações, evitar mortes e atravessar o inverno paranaense com menor impacto sobre a rede de urgência e emergência.

Obrigado por ler a FOLHA!

mockup