A importância de um viveiro de mudas
Cuidar da água e do meio ambiente é uma das questões fundamentais do exercício da cidadania. São palavras de ontem na reportagem deste Jornal sobre a inauguração, em Londrina, do novo viveiro florestal municipal com capacidade para manter 200 mil mudas de árvores nativas e exóticas. Trata-se de um valioso projeto de parceria entre a Instituto Ambiental do Paraná, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, a Cooperativa Agroindustrial Integrada, o Rotary Internacional e o Instituto Agronômico do Paraná. Nestes tempos em que tanto se luta pela preservação da natureza e do seu enriquecimento, esse viveiro é de fundamental relevância.
Estão sendo produzidas ali mudas destinadas às zonas rural e urbana, e a distribuição será dirigida, visando recuperar a mata ciliar (à margem das águas), os fundos de vales e outros pontos. São 40 espécies de árvores, cujas mudas são produzidas em tubetes, um meio prático e que proporciona melhor e mais rápido desenvolvimento. O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná afirma que cerca de 800 mil mudas foram plantadas no ano passado, na região de Londrina. Plantar árvores, pelo poder público e pelas pessoas individualmente, onde for possível, é uma boa medida, porque as plantas respiram gás carbônico e liberam oxigênio. Evitar o caos ecológico se faz também por essas atitudes, e se cada qual fizer a sua parte o planeta será salvo.
Nessa tarefa, muito mais responsabilidade cabe ao poder público, que além de procedimentos como a criação e distribuição de mudas deve zelar pela preservação do que existe. Pensar na Amazônia é ponto focal, mas cada árvore plantada e preservada em qualquer lugar significa uma célula da grande floresta. Todos os cultivos verdes absorvem grande quantidade de gases nocivos, portanto, limpam o ambiente. No caso do viveiro recém-inaugurado, acredita-se que também irá se dedicar às mudas frutíferas, que podem ser cultivadas nos quintais. (Seu plantio nas ruas e praças não é recomendado, porque frutos maduros caem e geram um problema de limpeza pública).
E quando se fala em árvores é oportuno relembrar - e a reportagem trata disto - que têm ocorrido podas irregulares e prejudiciais à planta, por imperícia e também em função de proteger a rede elétrica, o que remete para outra solução, embora cara e de longo prazo, que é a implantação da fiação subterrânea, como existe em muitos países.
Declarações de especialistas, feitas muitas vezes a este Jornal, condenam a escolha de certas espécies de árvores ornamentais existentes nas ruas de Londrina, porque as consideram inadequadas. Eles também alertam que o quadrilátero de terra aberto, ao redor da planta, é muito pequeno e não absorve a suficiente água das chuvas. Isto deve valer também para outras cidades. São advertências que precisam ser levadas em conta pelos institutos ambientais.





