O feriado de Finados, celebrado na próxima segunda-feira (2), é uma daquelas datas que convidam à pausa e à reflexão. Enquanto muitos aproveitam o dia prolongado para viajar, descansar ou estar com a família, outros reservam algumas horas para visitar cemitérios, levar flores, fazer orações e prestar homenagens a parentes e amigos que já partiram. São diferentes maneiras de marcar essa data, que nasceu da tradição católica, mas cujo significado sensibiliza pessoas de várias religiões.

Lembrar quem morreu é, sobretudo, reconhecer a importância de quem viveu ao nosso lado. Pais, mães, avós, irmãos, amigos. Pessoas que deixaram marcas, ensinaram, compartilharam alegrias, enfrentaram dificuldades e ajudaram a construir nossas histórias.

Em Londrina, tradicionalmente, cerca de 150 mil pessoas passam pelos cemitérios municipais nessa data. Além das unidades particulares, há 13 geridas pela prefeitura, por meio da Acesf (Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina), entre zona urbana e área rural. Certamente, é o dia com maior movimento de público nesses locais no ano.

Durante as semanas que antecederam Finados, funcionários da Acesf promoveram serviços de limpeza, manutenção e ajustes pontuais. Os trabalhos abrangem limpeza geral interna e externa, capina e roçagem de mato, pintura, remoção de entulhos e resíduos, preparação de áreas onde ocorrem missas, entre outras adequações necessárias, de acordo com as características de cada equipamento público.

Nestes dias há uma forte preocupação e o público deve redobrar a atenção para que evitem materiais de plástico nos itens de ornamento dos túmulos, bem como as flores artificiais, cuja entrada não é autorizada. Tudo no sentido de evitar o acúmulo de água, impedindo assim o surgimento de criadouros do mosquito transmissor da dengue e de outras doenças.

Importante saber que não há uma única maneira de viver o Dia de Finados. Para alguns, a homenagem acontece diante de um túmulo. Para outros, em uma oração, uma fotografia, uma conversa sobre o passado ou simplesmente no silêncio de uma lembrança. Independentemente da crença ou da forma de manifestação, o essencial é o respeito à memória e à história de cada pessoa.

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