A importância da lei de zoneamento
Dez anos após um dos maiores escândalos de corrupção na política de Londrina, a Câmara de Vereadores está novamente no olho do furacão. Dois de seus membros, o presidente da Casa, Mário Takahashi (PV), e Rony Alves (PTB), supostamente encaminhavam projetos de alteração na lei de zoneamento para aprovação no Legislativo baseado em interesses de grupos empresariais por meio de um esquema criminoso. Com o caso exposto pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Paraná, as dúvidas começam a pipocar na cabeça da população, já bastante castigada com os escândalos envolvendo outras esferas do poder. Há mais vereadores e agentes públicos envolvidos? Quais projetos de alteração de zoneamento estão contaminados? Estas são algumas das perguntas que precisam de respostas.
Uma outra grande interrogação está na postura que será tomada pela Câmara de Vereadores em relação à situação dos dois parlamentares investigados pelo Gaeco. Ao longo de 2017, os trabalhos na Casa ficaram travados em boa parte do tempo devido às comissões processantes instaladas contra os vereadores Filipe Barros (PRB) e Boca Aberta (PR) que acabou cassado posteriormente -, por atitudes feitas fora do ambiente legislativo. Espera-se que, se confirmadas as denúncias, a Câmara adote o mesmo tratamento a Takahashi e Alves, pois a investigação acerta em cheio o trabalho desenvolvido e defendido por ambos no Legislativo. Eles estão afastados preventivamente de suas funções parlamentares por 180 dias e proibidos de entrarem no prédio da prefeitura e da Câmara.
O caso também traz a dúvida sobre a necessidade de tantos pedidos de mudanças de zoneamento. Até que ponto isso beneficia a cidade? Por outro lado, fica mais evidente a necessidade de aceleração da conclusão e aprovação do novo Plano Diretor de Londrina e da participação de vários segmentos da sociedade organizada na discussão do planejamento da cidade e que as decisões não fiquem restritas a determinados grupos.





