O Ministério da Saúde confirmou, nesta quinta-feira, oito casos de coronavírus no País, seis em São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro no Espírito Santo. O balanço apontou ainda que 635 casos suspeitos são investigados e que 378 foram descartados. As autoridades em saúde confirmaram também a transmissão local do vírus. Dois dos novos casos têm relação com o primeiro, registrado em São Paulo.

Em Londrina, mais três casos suspeitos somam-se ao que já vinha sendo monitorado. As notícias são alarmantes e o avanço da doença parece ser irreversível, mas segundo os especialistas, não há motivo para pânico. O importante é fazer o dever de casa para evitar o contágio.

Em outra frente, a dengue também avança. Nesta semana, o governo do Estado confirmou epidemia. Em Londrina, que já tinha atingido o status de epidemia anteriormente, são 5,7 mil casos da doença neste ano. Mais duas mortes são investigadas, no total de oito. Os casos mais recentes são de mulheres de 59 e 83 anos.

Com a gravidade da situação, o secretário de Saúde, Felippe Machado, que havia anunciado que multas não eram o caminho para se reverter a situação, mudou de ideia. Isso porque a Prefeitura anunciou que vai regulamentar uma lei de 2002 que prevê penalidades para quem manter focos ou condições propícias para a proliferação do Aedes aegypti nos quintais.

É inquestionável a importância de ações educativas que ajudem o cidadão a se conscientizar para os perigos da doença, porém, em casos mais extremos e, principalmente, quando há reincidência, a aplicação de multas torna-se uma arma importante para inibir a imprudência. A velha máxima já diz: “brasileiro só aprende quando mexe no bolso”. Não deveria. O sofrimento dos doentes ou a dor da perda das famílias são motivos suficientes para manter limpo um quintal.

Com a rede sobrecarregada, a partir de segunda-feira, o prédio do CCI (Centro de Convivência da Pessoa Idosa) da zona norte, no Conjunto Maria Cecília, vai abrigar um centro de atendimento exclusivo para atendimento de casos suspeitos e confirmados de dengue.

Em ambos os casos, a solução passa por intensificar práticas de higiene. No caso do coronavírus, a higiene pessoal, principalmente na lavagem correta das mãos e, no caso da dengue, a higiene coletiva, com a limpeza dos quintais e até áreas públicas que possam se tornar possíveis criadouros para o mosquito.

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