No amplo universo de notícias que compõem um jornal, algumas se destacam aos olhos do leitor e provocam uma interatividade quase imediata entre quem escreve e quem lê. Algumas reportagens são assim: fazem ‘‘chover’’ na Redação telefonemas de leitores ávidos por mais informações sobre o assunto em especial – no dia da publicação e também nos subsequentes. Foi o que aconteceu na edição da última segunda-feira, 14. O texto ‘‘Endeavor, uma ONG, apóia empreendedores brasileiros’’, publicado na página 3 da Folha Economia, é uma dessas reportagens que transcende o papel da informação pura e simples para ganhar utilidade prática e imediata à vida de grande parcela dos leitores. O volume expressivo de telefonemas à Redação, em casos como esse, mostra que a missão do jornal vai além de manter os seus leitores inteirados do que se passa ao seu redor – tarefa suficientemente relevante. Um jornal pode – e deve – funcionar como agente catalisador de idéias e sugestões que auxiliem e tornem melhor a vida da comunidade em que está presente. Quando cumpre esta tarefa, o jornal marca um ponto na defesa da cidadania. E o jornalista recebe o melhor dos ‘feedbacks’ para a sua missão diária de combinar palavras em forma de notícia.

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