Embora a crise internacional já mostre algumas interferências nos índices econômicos brasileiros, o Paraná poderá conseguir mais fôlego para atravessar as turbulências globais que se anunciam preparando seus maiores municípios para desenvolverem um bom plano de industrialização.
O governo federal já redefiniu o crescimento do PIB para este ano em 3,7%, abaixo dos 4% previstos anteriormente. Mas para longo prazo há outras previsões mais otimistas. Uma delas, projetada pela consultoria britânica EIU (Economist Intelligence Unit), coloca o Brasil na quarta maior economia do mundo até o ano de 2030, abaixo da China, Estados Unidos e Índia. Segundo os pesquisadores ingleses, o Brasil crescerá mais que os países desenvolvidos e menos que os emergentes China e Índia.
O crescimento da China deverá continuar a puxar o Brasil para cima. Os chineses são hoje os nossos maiores parceiros comerciais. Alimentos e minério são os principais produtos exportados para o gigante asiático.
Inicialmente, o EIU havia previsto a quinta colocação no ranking das maiores economias mundiais para os 15 anos, mas redefiniu os seus dados para o Japão, posicionando-o no quinto lugar em 2027. Hoje, os japoneses são a terceira economia.
A FOLHA mostrou esta semana que por conta do atual cenário econômico internacional, empresas japonesas que já planejavam se instalar no Brasil estão agilizando seus investimentos e o Paraná está entre possíveis destinos. Segundo a reportagem, pelo menos sete indústrias daquele país têm interesse em se instalar no Estado. Esta semana, representantes de uma grande empresa do setor automotivo sondaram a cidade de Apucarana.
A unidade paranaense da Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão reconhece que a preferência dos asiáticos tem sido pela Região Metropolitana de Curitiba e por Ponta Grossa. Mas o Norte do Paraná terá também boas chances de atrair investimentos com plano de industrialização bem definido. O caminho das pedras foi indicado pela Câmara: mais do que incentivo fiscal, os empresários buscam infraestrutura e mão de obra qualificada. Agora é preciso planejar e executar.

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