A hipótese Belinati vai estar superada nessa eleição
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 02 de novembro de 2007
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
A menos de um ano das eleições municipais, o prefeito Nedson Micheleti (PT), já visualiza a disputa pela sua sucessão. Em visita à FOLHA, ontem à tarde, Nedson disse que o processo eleitoral está ''bastante acelerado''. Ele salientou que acredita que o principal adversário nas eleições que o reelegeram em 2004, o ex-prefeito e deputado Antonio Belinati (PP) - o qual venceu no segundo turno por uma diferença de apenas 17 mil votos -, está fora da disputa. Com esta ''mudança no cenário'', Nedson aposta na polarização da eleição entre o pré-candidato do PT, o deputado federal André Vargas, e o seu companheiro de Câmara, Barbosa Neto (PDT).
Como o senhor acredita que vai ser a campanha. Muita baixaria? Muita grana?
Existem alguns fatores que vão tranquilizar bastante essa campanha e que estão alterando o quadro muito cedo. Uma deles, que podemos falar com toda segurança é que o Belinati não é candidato, não vai estar disputando essa eleição.
Como assim?
A Justiça Eleitoral está agindo com esse viés de barrar candidaturas que tenham determinada ''vida pregressa'', como o termo que foi usado pelo futuro presidente do TSE, o ministro Carlos Ayres Britto. Ele disse que, ''candidatos serão analisados pela sua vida pregressa''. Isso muda toda o quadro.
Isso é o que faz o senhor ter certeza?
Absoluta. A hipótese Belinati vai estar superada nessa eleição.
Ele já tem ações julgadas, tem conta reprovada já votada na Câmara e tem um relatório novo também que foi encaminhado para o TSE. Todos analisavam as eleições do ano que vem tendo o Belinati como um fator predominante. Com ele fora muda bastante o cenário e os candidatos já estão trabalhando com esse novo cenário. O que ainda não se configurou, é o que vai fazer o Hauly (PSDB), ele está perdendo base, a cada momento, para o Barbosa.
O senhor então já está falando de uma situação polarizada entre Barbosa e Vargas, seu candidato?.
Considero que a eleição já vai começar polarizada entre esses dois, principalmente se o Hauly não reagir.
Comenta-se sobre a disputa Belinati X PT. Mas o senhor aposta na exclusão da candidatura Belinati. Como seria, então?
Isso é mais recente. Nos últimos 30, 40 anos, sempre houve em Londrina uma eleição disputada entre populismo e uma visão administrativa. A primeira vez que tivemos dois mandados seguidos onde o populismo não venceu foi na minha reeleição.
O senhor não acha que acaba sendo meio pesado dizer à população ''ou é o populismo ou somos nós''?
Não, estou colocando aqui um fato. O populismo também é uma forma de fazer política. Existe aquele que segue mais para um viés administrativo e aquele que segue o viés do populismo.
Londrina já conhece o prefeito Nedson Micheleti, mas como vai ser o padre Nedson?
Não tenho convicção formada. Algo que eu estarei fazendo é estudar Filosofia e Teologia, isso eu vou fazer. A decisão de ser padre ou não é uma decisão que só vou amadurecer a partir de 2009. É uma questão pessoal muito profunda. Eu gosto, tenho muitos amigos padres, mas é algo que deve acontecer com uma grande reflexão mesmo.


