A fundamental importância dos moradores no plano de mobilidade
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quarta-feira, 06 de fevereiro de 2019
A mobilidade urbana é um dos principais desafios para gestores de muitas cidades brasileiras e Londrina não é diferente. Esse conceito explica a forma como as pessoas se deslocam dentro do espaço urbano. O fluxo do transporte dos moradores e os meios que eles utilizam são pontos essenciais para entender o processo. Nesse sentido, a prefeitura de Londrina começa na próxima semana uma pesquisa de origem e destino domiciliar em cinco mil imóveis da cidade. A ação faz parte do Plano de Mobilidade Urbana, que vem sendo executado desde outubro de 2018. O primeiro passo foi o envio de correspondências para estes imóveis informando que o local foi sorteado para participar do estudo. A previsão é que até o final de abril sejam entrevistadas mais de 15 mil pessoas. O plano é obrigatório para municípios com mais de 20 mil habitantes e é condição para que eles consigam, junto à União, verba e financiamento para projetos de transporte urbano.
Os moradores deverão responder questões sobre viagens feitas no dia anterior a abordagem, o motivo do deslocamento, se foi em razão de escola, trabalho, lazer ou saúde, e o meio utilizado para cada viagem, entre outros assuntos pertinentes ao tema. Também haverá questões socioeconômicas, como faixa de renda e grau de instrução. O trabalho será realizado por cerca de 60 entrevistadores, todos estudantes universitários.
A última vez que a cidade organizou pesquisa deste tipo foi em 1994. De lá pra cá muita coisa mudou. A região da Gleba Palhano e os condomínios horizontais são dois exemplos claros de transformação da cidade. O estudo vai ajudar a entender como ocorre a movimentação da população justamente para explicar o volume de carros nas ruas e a utilização do transporte coletivo. E será essencial para melhorias no transporte público.
O importante do Plano de Mobilidade Urbana é permitir que as soluções sejam construídas pelo poder público em conjunto com as pessoas. Por isso, a pesquisa é um ponto fundamental. É por meio dela que as moradores vão apontar as necessidades e os problemas hoje enfrentados. Ouvindo a população e buscando ideias novas será possível encontrar modelos de mobilidade sustentável que ajudem a melhorar a economia, o desenvolvimento e a qualidade de vida.



