A força e a beleza de um grande festival
O Festival Internacional de Música de Londrina segue até o dia 20 de julho
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terça-feira, 15 de julho de 2025
O Festival Internacional de Música de Londrina segue até o dia 20 de julho
Folha de Londrina 
Até 20 de julho, Londrina respira música em seus mais variados estilos. O Festival Internacional de Música de Londrina, o FIML, que começou no último dia 11, está completando 45 anos e, em sua trajetória, consolidou-se como um dos mais longevos eventos culturais do país, referência nacional, reconhecido por instituições públicas e privadas, bem como pela comunidade.
Esse prestígio é fruto da excelência de sua programação pedagógica e artística, voltada ao ensino, à difusão da música e à promoção de um olhar social e inclusivo. Os resultados desses 45 anos são evidentes na crescente procura pelos cursos e eventos artísticos, assim como na relevante contribuição do festival para a formação de profissionais no segmento artístico.
Com uma atuação multifacetada, o festival permitiu que ao longo dessas quatro décadas, estudantes e músicos encontrassem no evento uma ferramenta para desenvolver talentos e vislumbrar novas possibilidades de atuação no cenário artístico e educacional.
A programação de 2025 é bastante diversificada e acessível e demonstra a preocupação dos organizadores em manter a qualidade artística sem perder de vista a inclusão do público. Espetáculos gratuitos em ruas, praças, bares e escolas aproximam a música da população, tornando-a parte da paisagem urbana e cotidiana de Londrina.
Outro detalhe importante da organização foi valorizar a produção local e abrir espaço para novos talentos, equilibrando nomes já consagrados, como o grande Egberto Gismonti, que junto de Daniel Murray apresentou no domingo (13), no Teatro Ouro Verde, músicas que resgatam raízes brasileiras, de domínio público, com interpretação contemporânea. Um belo momento de excelência e beleza.
O FIML é um grande exemplo da cultura como vetor de desenvolvimento social. No Brasil, onde o investimento em arte e educação muitas vezes é relegado a segundo plano, iniciativas como o Festival de Música de Londrina demonstram que é possível transformar vidas por meio da cultura. Prova disso é a presença de orquestras sociais, corais infantis e oficinas abertas ao público.
O festival é um patrimônio da cidade e neste ano, em particular, ao concentrar as apresentações no Ouro Verde e na Associação Médica, ele provoca saudades de um tempo em que o Zaqueu de Mello (fechado já há oito anos para reforma) fazia parte da programação.
Vida longa ao Festival Internacional de Música de Londrina e que essa trajetória continue a inspirar artistas de todo o Brasil, ecoando arte, cultura e cidadania pela cidade.
Obrigada por ler a FOLHA!


