Em julho, o Brasil chegou a 202,8 milhões de habitantes. A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi divulgada esta semana, mostrando um crescimento de 0,86% no último ano, com um acréscimo de 1,7 milhão de pessoas. Como esperado, o Estado de São Paulo continua a ser o mais populoso, com 44 milhões de habitantes e a sua capital, que possui 11,9 milhões de moradores, é a maior cidade do País. Curitiba é a oitava cidade mais populosa, com 1,8 milhões e o Paraná atingiu 11 milhões de habitantes.
Um dado chamou atenção. As cidades mais populosas (acima de 500 mil habitantes) cresceram um pouco menos que a média nacional, 0,84%. O maior crescimento, de 1,12%, ficou para os municípios entre 100 mil e 500 mil moradores. As localidades com 50.001 e 100 mil habitantes aumentaram 1,02% no período.
As maiores cidades do interior do Paraná acompanharam essa tendência e tiveram crescimento populacional superior à média nacional. É o caso de Maringá (1,54%), saltando de 385.753 habitantes para 391.698; Cascavel (1,19%) passando para 309.259 moradores; Ponta Grossa (1,04%) alcançando 334.535 habitantes; e Londrina (1,01%) registrando 543.003 moradores.
O crescimento das cidades de médio porte reforça a tese de que o País passa por um movimento migratório rumo ao interior. Provavelmente a melhor explicação para essa tendência seria a força econômica que se instala fora das capitais – novas indústrias, universidades, entre outros. A qualidade de vida do interior também pode estar atraindo as pessoas cansadas do trânsito e do custo de vida elevado dos grandes centros.
É fato que o desenvolvimento de uma cidade não está totalmente atrelado ao aumento populacional. Mas dependendo da vocação econômica, no caso da indústria e prestação de serviços, o crescimento populacional remete a novos empregos e oportunidades de negócios.
A partir desses dados é preciso fazer uma reflexão. Os municípios que agora começam a atrair novos moradores estão preparados para recebê-los, com infraestrutura básica de saúde, educação e mobilidade urbana? E, por outro lado, o mercado brasileiro está atento ao novo movimento migratório e vai conseguir aproveitar as chances de negócios que surgirão nas pequenas e médias cidades? Pois, nessas localidades estarão boas oportunidades para os setores automotivo, vestuário, serviços financeiros e entretenimento.

mockup