A força do eleitor
A semana é decisiva para o eleitor brasileiro. No próximo domingo, mais uma vez ele terá o destino do País em suas mãos. O simples ato de digitar os números dos candidatos a presidência da República e ao governo do Estado dá à população o direito de conferir aos eleitos a importante missão de representá-la. E, mais que isso, faz essa população manter um processo de incomparável grandeza, a da democracia.
Apela-se neste momento mais uma vez para o bom senso do eleitor, pois no âmbito da disputa presidencial o que se vê é pouco agradável. A expectativa de um segundo turno disputado com nível, de forma a permitir à população conhecer mais profundamente os projetos de um e de outro, especialmente em relação aos grandes problemas nacionais, não está ocorrendo.
Da mesma forma, na esfera estadual, a falta de um debate mais sério e comprometido faz com que os confrontos entre os postulantes ao Palácio Iguaçu tenham mais forças e se destaquem.
É a receita errada. Arriscaria-se este jornal a dizer que o eleitor já não se define com estas informações. E muito embora a memória, por circunstância cultural seja pouco valorizada neste Estado e neste País, no caso do Paraná teria papel fundamental. O que deixou de positivo fulano de seu período de governo? E sicrano? É o mesmo que ocorre na esfera nacional. Um candidato representa o governo que há oito anos está no poder. O outro desponta como o desafio do novo.
A tarefa democrática não é fácil, embora as opções do segundo turno sejam poucas. Tanto no plano federal quanto no estadual, um dos dois candidatos serão, consequentemente, presidente da República e governador do Estado.
Já não é hora de anular o voto e tampouco de optar pelo branco. A democracia exige uma decisão do eleitor.
Então cabe a ele fazer a sua escolha e decidir romper com uma cultura equivocada: a de eleger alguém e esperar somente que este escolhido faça alguma coisa. A democracia é um regime que dá ao eleitor, quando ele se faz presente nas discussões dos problemas de sua sociedade, o direito até de tirar o cargo dos eleitos. como já aconteceu na era Collor. Vê-se, portanto, que realmente o Brasil está nas mãos do eleitor, não somente no dia 27, mas por quanto tempo ele der vida à democracia.





