A força do comércio paranaense
A pesquisa do IBGE revela que o consumidor paranaense começou o ano confiante e otimista
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de abril de 2025
A pesquisa do IBGE revela que o consumidor paranaense começou o ano confiante e otimista
Folha de Londrina 
O primeiro bimestre de 2025 foi favorável para o comércio paranaense. Segundo a PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o comércio teve uma alta de 3,8% no volume de vendas no primeiro bimestre de 2025, índice que superou a média nacional de 2,3%.
No Paraná, o setor superou até mesmo os números de São Paulo (-0,6%), Rio de Janeiro (0%) e Minas Gerais (2,8%).
Setores como eletrodomésticos, móveis, veículos e vestuário lideraram o crescimento, indicando que o consumo de bens duráveis e semiduráveis permanece aquecido no Paraná.
A tendência de alta não se revela apenas nos dois primeiros meses do ano, mas também em outros recortes da pesquisa do IBGE: nos últimos 12 meses, o estado acumulou alta de 4,5% no volume de vendas, frente a 2,9% no Brasil.
Do ponto de vista da receita, o avanço do setor do comércio paranaense também é notável. A alta de 7,8% no acumulado do ano, já descontada a inflação, mostra um setor não apenas ativo, mas rentável. Tal índice está bem à frente dos resultados dos três maiores estados do Brasil quando se leva em conta a população: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Isso demonstra a força econômica do Paraná no cenário nacional.
Tais resultados sugerem que o consumidor paranaense começou o ano confiante e otimista. Mas é preciso levar em conta que se trata de uma fotografia do primeiro bimestre, indicando que os índices precisam ser vistos com cautela e responsabilidade.
Os dados são animadores, mas o varejo brasileiro sofre com as oscilações macroeconômicas e questões estruturais, como a carga tributária e concorrência externa. Porém, o setor é uma potência e pode crescer muito mais vencendo desafios como inovação, integração de canais físico e digital, capacitação de equipes e desenvolvimento de estratégias de fidelização do cliente. A adaptação às transformações do mercado é um passo urgente.
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