O agronegócio paranaense deu novo exemplo de sua força nesta semana, durante o Show Rural 2011, que terminou ontem em Cascavel. A feira reuniu 370 empresas de todo o mundo. Nesta edição, ficou claro como a tecnologia está conquistando cada vez mais espaço no campo.
Esse é o caminho correto, na avaliação de especialistas. O diretor-presidente da Coopavel Cooperativa Agroindustrial de Cascavel, Dilvo Grolli, afirma que os produtores não podem perder o foco. ''Esta é a hora de investir, já que os preços (das commodities) tendem a aumentar e a colheita da safra promete ser muito boa.''
As máquinas encantam pela grandeza, alta tecnologia implantada e eficiência contra perdas. Mas não basta investir pura e simplesmente em tecnologia. É necessário implantar a chamada agricultura de precisão. Ou seja, usar todo o equipamento de ponta disponível para aumentar a produção e reduzir os desperdícios.
Uma ideia reforçada pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), como forma de intensificar a produção sustentável. Para isso, a instituição aposta agora em temas como o plantio direto, mostrando a importância do terraceamento, e a integração lavoura-pecuária, com dados concretos sobre ganho de peso, manejo de pastagem, adubação e produtividade das espécies, como relata o repórter Victor Lopes na edição de hoje do Folha Rural.
A demanda por alimentos é crescente. O aumento da renda mundial contribuiu para que a população de países mais pobres se alimente mais e melhor. O Brasil tem todas as condições de atender essa demanda, uma vez que ainda dispõe de terras agricultáveis, sem a necessidade de desmatamento.
Os produtores paranaenses já provaram que são bons ''da porteira para dentro''. O que falta, em alguns casos, é focar na administração do ''negócio propriamente dito''. O cenário atual tem mostrado que não basta apenas plantar e colher. Saber negociar a safra, inclusive com incursões no mercado futuro são desejáveis. É hora de investir, também, na profissionalização.

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