A força das pequenas empresas na geração de emprego
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
Há muito tempo as micro e pequenas empresas vêm se consolidando como a grande força da economia brasileira. E quando se trata de geração de emprego, elas também estão mostrando importância. Segundo levantamento do Sebrae, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, as micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais, os MEIs, foram responsáveis pela geração de 38.814 postos de trabalho no Paraná, em 2018, o que representa 95% do total.
Em relação a 2017, os pequenos negócios aumentaram em 68% as novas contratações. O setor que mais contratou foi o de serviço, responsável por 66% do total de vagas, seguido do comércio, com 18,5%, e da construção, com 11,4% dos novos postos.
Na região Sul, o Paraná obteve o melhor desempenho, com saldo de empregos nos MEIs e nas micros e pequenas empresas. Em segundo lugar, vem Santa Catarina, com 31.284 vagas, e o Rio Grande do Sul, com 19.943. Para ser micro, uma empresa não pode faturar mais de R$ 360 mil por ano. As pequenas empresas devem ter faturamento igual ou maior que R$ 360 mil e inferior a R$ 4,8 milhões.
Uma das justificativas para o crescimento do número de pessoas trabalhando nas pequenas empresas é a própria crise econômica enfrentada pelo País nos últimos quatro anos. Muitas pessoas que perderam o emprego nesse período optaram por empreender. Nem só por opção de vida, mas também por necessidade.
Em todo o Brasil, as pequenas empresas e os MEIs geraram em 2018 o maior saldo de empregos formais dos últimos quatro anos. Foram mais de 580 mil novas vagas, um aumento de 67% em relação a 2017.
Quando se trata de pequenas empresas, os números são altos. Segundo o Sebrae, elas são responsáveis por 27% do Produto Interno Bruto e 54% dos empregos formais.
A pesquisa está em sintonia com o tom de otimismo do brasileiro após a eleição de Jair Bolsonaro e a expectativa da população para a aprovação das reformas estruturais. Um cenário que deve refletir, certamente, no ambiente de negócios das pequenas empresas e dos microempreendedores individuais.
É claro que o dinamismo e a flexibilidade são características extremamente positivas e que justificam a adaptação das pequenas empresas a um momento de crise. Mas é preciso destacar outros pontos fortes, que fazem parte da essência daquelas que estão ganhando mercado no Brasil e no exterior: a competitividade e a sustentabilidade.



