A força das nossas cooperativas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Editorial 
Seja em tempos de vacas gordas ou de vacas magras, o sistema cooperativista tem sido um dos pilares mais sólidos da economia paranaense. Como mostrou a FOLHA no Caderno Rural deste fim de semana, a participação das cooperativas no agronegócio do Estado chega a 60%.
Mas não é somente nesse ramo, que conta com 69 unidades, segundo a Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), que o sistema tem impacto importante. São destaques também o ramo de crédito, com 55 unidades, o de saúde, com 32, e o de transporte, com 300 cooperativas.
Enquanto as demais empresas sentiram mais a recessão de 2014-2016, o cooperativismo seguiu crescendo e garantindo emprego para muito gente, como mostra os números da entidade. Em 2012, a economia ainda estava vigorosa e as cooperativas empregavam 66,7 mil pessoas. No ano seguinte, passaram a empregar 72,4 mil.
Já, em 2014, eram 79,2 mil empregados, e em 2015, 83,2 mil. Os postos de trabalho no sistema cooperativista paranaense subiram para 87,3 mil em 2016 e 92,9 mil, em 2017. O aumento no período foi de quase 40%.
O faturamento do sistema saltou de R$ 45,6 bilhões para R$ 70,3 bilhões de 2012 para 2017, representando 17% do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado neste último ano.
Mesmo nas maiores cidades como Londrina, as cooperativas estão entre as principais empresas. É o caso da Integrada, da Unimed e da Cativa, por exemplo. A maior empresa de Campo Mourão em 2017, segundo ranking da revista Exame, era a 42ª maior do País: a Coamo. Mas é nos menores municípios que se tornam vitais. De acordo com a Ocepar, 120 das 399 cidades paranaenses têm como maior empresa uma cooperativa.
Nosso cooperativismo, tema da próxima edição do EncontrosFolha, que será realizado em breve, não se tornou um dos mais importantes do País de repente e por acaso. Tem sua origem nos fluxos de imigração de povos europeus há praticamente 100 anos. A primeira cooperativa do Paraná foi fundada em 1920: a Sociedade Cooperativista de Consumo “Svitlo” (luz, em ucraniano), em União da Vitória.
Foram décadas de expansão pautando suas atividades em valores éticos da cooperação, da solidariedade, da justiça social, da gestão democrática e da soma dos esforços de seus cooperados. Não é à toa que hoje são o que são.


